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A mostrar mensagens de março, 2024

Como será quando eu morrer,...será que morro!?

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  Nos últimos tempos temos (eu e o marido) perdido alguns amigos, perdas daquelas que vão e não voltam mais, perdas daquelas que temos de velar o corpo, a memoria, e dizer adeus, porque neste plano não os voltamos a ver.   Hoje por lapso de nomes idênticos surgiu esse bicho papão que assombra as nossas memórias, as nossas rotinas, mas para nós amigos dessa pessoa com o mesmo nome de alguém que partiu, para nós, foi apenas uma confusão, um sobressalto, a vida continua para nós e para essa pessoa que faz parte das nossas vidas.   Pergunto-me muitas vezes como será então no dia em que eu partir, sim porque quero sempre partir antes de toda a gente, e, no entanto, já uns quantos foram antes de mim. Mas e como será quando a notícia for “o João Paulo morreu!”, as pessoas que fazem parte da minha vida, como os meus pais, a minha irmã, …a minha irmã, o meu sobrinho, …sim o meu sobrinho, como vai reagir o meu sobrinho. O marido, como vai o marido suportar a minha ida, co...

50 anos celebrados em tristeza!

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  Tenho repetido várias vezes nos meus diversos discursos falados e escritos que odeio ter razão, porque normalmente essa razão está revestida de fracassos, de dor, de empenhos que não foram tidos, aqui no caso na defesa da democracia. Este domingo voltei a ter razão, o que é uma grande merda, e por isso não entendo o espanto de alguns partidos políticos de esquerda, não entendo a admiração e o choque de determinadas pessoas, porque no passado domingo apenas se materializou o "não vale a pena", "que vou lá fazer, são sempre os mesmos", ou "melhor aproveitar o sol na praia" ou "dar uma volta no shopping", ...mas não podemos esquecer a outra frase "o que há para celebrar" ou "são meia dúzia de gatos pingados"...e por ai íamos! Talvez fossemos mais gatos se tivesses vindo! Não ter noção do privilégio de viver em LIBERDADE é a prova provada do "no sense" que deu vida aos zombies sedentos de sangue, no passado domingo. Em...

Uma surpresa "omanita"!

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  Recentemente estive de visita a Omã um país que surpreendeu pela positiva, muito embora não deixe de ter alguns “se não” pelo menos aos meus olhos, pequenos nadas (talvez muito) que fazem a diferença quando olhando em volta tudo faz sentido.   Sabia bem para onde ia, sabia que se tratava de um país onde a minha orientação sexual não cabe legalmente falando, mas se sente presente aqui e ali, nos gestos, nos olhares, e até nos comportamentos, mas não podemos sê-lo, é proibido. Faz lembrar um Portugal do tempo da outra senhora, onde sermos era em tudo proibido, e por isso éramos escondido, mesmo sabendo que toda a gente sabia, …confuso? Talvez! Mas era assim que vivíamos, e parece que é assim que se vive por lá.   Quatro ponto cinquenta e dois milhões habitantes metade é omanita, o resto são imigrantes, apenas, destes todos 1960 estão encarcerados em 2015, mostra bem do quanto seguro é esta nação, e os brasileiros tem uma expressão interessante que de momento não r...