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A mostrar mensagens de junho, 2024

Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto - eu estava lá quando tudo começou!

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  Eu estava lá quando tudo começou!   2006, na Serra da Arrábida assistia a uma formação sobre VIH/Sida patrocinada pela então Comissão de Luta Contra a Sida, quando a certa altura fui interrompido com uma chamada do marido que soluçava emocionado, e me dizia “assassinaram a Gisberta”, pareceu-me irreal, por isso não sabia se tinha compreendido bem, ou se era a má recepção no Convento da Nsª Srª da Arrábida, ou se de fato no meu Portugal se iniciava atos de uma violência tão monstruosa como ceifar a vida de alguém apenas porque o preconceito falava mais alto. Belo presente teve o maridão no dia do seu aniversário!   De fato era verdade, Portugal acordava para um crime monstruoso a várias dimensões, primeiro porque a vida de alguém foi ceifada, depois porque quem ceifou essa vida era um grupo de menores, e porque as suas vidas para a sociedade e a política eram elas mesmas vistas como vidas inferiores, a dos assassinos e a da vítima, usando o título eram (talvez ainda seja...

19 Anos a Marchar em nome da LIBERDADE! E tu onde tens andado?

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  Aproxima-se a 19ª Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto, uma luta que tive o prazer de ver nascer, mesmo que pelos piores motivos, estive lá a cada momento e sei apontar cada um(a) dos protagonistas deste parto violento, e talvez também por isso lamente que algumas pessoas já não estejam entre nós (fisicamente) para celebrar o quanto est@ filh@ cresceu, e diga-se está enorme e ainda em fase de crescimento.   Quase vinte anos de luta, tantas vezes de dentro para dentro, mais que de dentro para fora. Foram algumas as pessoas que correram atrás da posse de algo que é de todos, ou desejaram aproveitar a boleia ostentando não uma luta, mas um lucro, querendo fazer de um momento de luta um spot publicitário.     A MOP – Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto resistiu a tudo isso, tendo tido na sua organização gente competente e consciente de que esta Marcha, como deviam ser todas, não está à venda, é um momento de LUTA e não um pregão do tipo “olha o cocktail fresquiiiinh...

“Não interessa como começa uma guerra nuclear, ela termina em 72min., e 5 biliões de pessoas mortas…”

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                                (photo by: Super Interessante) Não consigo evitar, é mais forte que eu, esta minha inclinação para observar o que nos rodeia, esse impulso é tão grande que faz ou está a fazer cinco anos que não vejo noticias, nem assisto tv nacional. Prefiro assim, para ficar longe de uma realidade que vou sabendo a conta gotas, pelas redes sociais ou porque alguém como o marido me vai mantendo minimamente a par. Recentemente tive o prazer (mórbido que seja) de assistir a um podcast onde a entrevistada é uma jornalista de investigação, que lançou (mais) um livro intitulado “Nuclear War”, onde ela aborda de forma detalhada os processos vários, incluindo históricos, que levam a uma guerra nuclear, mas também como ela pode tão facilmente acontecer, e se acontecer ela será sempre culpa do primeiro (será?), e será sempre a última guerra que a humanidade viverá.   “No matt...