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A mostrar mensagens de outubro, 2025

Este país não é para velhos, não é um filme, é a realidade!

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  (photo by: Jornal online) Este país não é para velhos, não é um filme, é a realidade! Medir o nível de pobreza do país tendo apenas nessa contabilidade o “income” que aufere as pessoas, é meu ver redutor, e injusto, diria, porque a pobreza tem tantas formas como a sociedade em que vivemos – podemos descreve-la como tendo este ou aquele tipo de composição, organização, representatividade, mas isso não passa de uma generalização, aliás quando leio e ou ouço essas definições lembro sempre aquela historia dos frangos: “Em média cada português come um frango, sendo que a verdade tem quem coma cinco, e milhares que não comem nenhum!”   Para mim avaliar a pobreza pelo “income” é por isso como a lógica da média dos frangos, porque a riqueza, no meu entender é mais que o dinheiro que tenho no banco ou na carteira, ou aufiro como vencimento, a minha riqueza é um conjunto de haveres que vão muito além do vil metal, ou devo dizer, vil plástico!   Lia-se nas notícias...

Sou um abismo de histórias nem todas felizes!

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  Sou um abismo de histórias nem todas felizes!   Desde sempre amei escutar histórias, histórias de vida, de pessoas reais, de vidas reais que se vivem não ao sabor do relógio, mas ao sabor dos incomes de cada um, de trabalhos demasiadas vezes precários, sobe o jugo abusivo de patrões sem escrúpulos, debaixo de tetos premiáveis às histórias alheias, que saturam a as suas uma e outra vez de mensagens que os rebaixam mais que os elevam. Durante pouco mais de um ano fiz rádio, na Rádio Manobras, um programa intitulado “Também Somos Gente” onde essas gentes me contaram as suas histórias de ativismo, de luta diárias com as dificuldades que a doença, que a falta de dinheiro, que as rendas ensurdecedoras, que as paredes de papel, que os transportes cheios, que o desconhecimento de como será o dia de amanhã carregam para o corre, corre, desenfreado de quem desespera por sobreviver. Mas eu sou um bom ouvinte, pelo menos assim acho, mesmo fora do papel de radialista, foi alias e...

"Until then, let us march because there, like a little around the world, we have brothers suffering, dead in the empty streets of hope, soaked in hate and blood!" "Até lá marchemos porque lá como um pouco pelo mundo, temos irmãos a sofrer, mortos nas ruas vazias de esperança, encharcadas de ódio e sangue!"

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  (PT and UK) Já sei que me vão acusar de bloquista, mas é para o lado que durmo melhor, e mesmo assim se o fizerem não se esqueçam também de me acusar de socialista em muitas coisas, de comunista em tantas outras – melhor mesmo é terem a certeza que sou de esquerda que não de direita, desse lado, havia um senhor capaz de seduzir a minha simpatia e se calhar em determinados momentos o meu voto, chamava-se Francisco de Sá Carneiro, que deve estar às volta na tumba perante o escalavro que o partido que ajudou a fundar se tornou,…mas isso são outros quinhentos e eu não sou empregada de limpeza para arrumar a casa dos outros! As palavras de Mortágua são para mim profundas, deviam ser levadas muito a sério, refletidas pelos dirigentes, nomeadamente europeus – já sei será complicado aqui e em geografias como Itália – porque não a Mortágua nem nenhuma das pessoas da flotilha, mas sim os Governos do mundo democrático e livre é que deviam ter batido na mesa, desde o primeiro momento, com pu...

The Glue From Gaza, whit Love!

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  (photo by: World Riots) The Glue From Gaza, whit Love! Este texto traz duas coisas que a mim me tocam severamente, diria que me esventram em todas as formas do meu ser – uma a luta que é mais arreigada numas geografias que outras, porque a sua história assim o impõe, a outra surge ao visionar AMOR com letra incomensurável grande, maior que os Himalaias em busca da paz, da dignidade, da sobrevivência. É uma tese que defendo há anos, de que povos que têm na sua história guerras e ou revoluções severas, longas, com demasiado sangue, tendem a ser mais aguerridos nas suas reivindicações que os demais, e esta massa histórica diria eu, que se move um pouco por toda a Europa na luta pelo fim do genocídio que se vive em Gaza perpetrado por Israel, é a prova disso mesmo, um laboratório a céu aberto. Como escreveu Frantz Fanon, “cada geração deve, na relativa opacidade da sua época, descobrir a sua missão, cumpri-la ou traí-la” — e talvez esta geração esteja a descobrir que a sua missão é g...