Nem
sabem como gosto de estar errado, adoro mesmo, porque sempre que estou errado
algo bom acontece.
Faz algum tempo que eu nas redes sociais dava
conta da minha visão sobre o aquecimento global e dos seus efeitos numa
vertente tectónica, e ou mais vulcânica, e não demorou a ter alguém a dizer que
o JP estava mesmo alucinado, que voava alto na maionese,… bom a segunda parte
até é bem verdade, a cada passo ando por ai nas alturas, mas penso que me
equivoquei um pouco na geografia, ou talvez não, talvez o “melhor” esteja ainda
por vir.
Sabido que não vejo TV nacional, nem qualquer
outra que dê noticias e por isso foi uma vez mais nas redes que dei conta que
uma ilha das canarias estava a ser fustigada pelo vulcão Cumbre Vieja, e ao
mesmo tempo, quase, que descobria esta noticia uma outra do P3 acenava com uma,
mais uma triste noticia, diz o titulo “Gronelândia: a maior ilha do mundo diz
adeus ao gelo”, seja, o gelo parece ter recebido uma ordem judicial de despejo
e …FOI-SE
No que escrevi em tempos eu falava do impacto
que teria se com o aquecimento global, o aquecimento da atmosfera, a terra
também ela aquece estimulando, dando força a processos vulcânicos que embora
cíclicos, devido ao aquecimento da terra esses tempos do ciclo de cada um
fossem drasticamente alterados e os mais importantes dos vulcões, importantes
por dimensão no efeito, decidem entrar em franca erupção?
No site Japan House lê-se sobre esta matéria que
“O Japão faz parte do Círculo de Fogo do Pacífico, a região responsável por
cerca de 50% dos vulcões existentes em todo o planeta. São mais de 200 vulcões
no território japonês, sendo que mais de 100 deles, estão ativos. Embora o número
possa variar de um ano para outro, o Japão é o 5° país com mais vulcões.”, e em
2020 a RTP anunciava que o vulcão situado na ilha de Suwanose tinha entrado em
atividade e que isso teria elevado o nível de alerta, que diga-se no Japão já é
permanentemente alto.
O vulcão Sakurajima está em permanente atividade
e o vulcão Usu é uma grande preocupação das autoridades japonesas,
superpreparadas para estas coisas sísmicas e suas consequências, levam muito a
sério a atividade dos seus vulcões e mais ainda o seu silêncio. Eu nesse texto
tinha comentado da catástrofe humanitária que seria estes dois vulcões
(Sakurajima e Uso) entrarem os dois em erupção séria, seja os dois rebentarem
de facto ao mesmo tempo, a deslocação de pessoas e potencial número de mortos
(pessoas e animais) seria avassalador, acredito mesmo de dimensões bíblicas, só
que a sério, e sem Moisés.
Não sou eu que digo, são os cientistas de todo o
mundo, que as catástrofes como furacões estão cada vez mais frequentes e mais
intensas, …em 2011 os EUA registaram um número recorde de tornados (758), e em
2019 em apenas 30 dias foram registados 500.
Mais recentemente o vulcão Kilauea no
Hawai entrou em erupção no dia 06-01-2023, no mesmo dia o jornal “Público” tinha
como título “Mais de três
milhões de adultos deslocados por desastres naturais nos EUA“, dando especial foco
aos furacões Ian e Nicole que na florida afetaram severamente mais de um milhão
de pessoas, Brasil, São Paulo, tem
sido arrasado com chuvas devastadoras, algumas entidades de proteção civil
avisam que 2023 nomeadamente no Brasil pode ser um caso demasiado sério, e a
estes juntam-se os cientistas previnem ou alertam para o mais que possível regresso
do fenómeno “El Niño”, sendo que um dos fatores apontados é o aumento da
temperatura, ou se preferirem grandes vagas de calor nomeadamente na Europa.
Se juntarmos a isto o fato de haver pelo menos 13 ilhas
em todo o mundo em risco de desaparecerem com a subida do nível do mar, provocado
nomeadamente pelo degelo das calotas pulares, a saber, Ilhas Salomão; Maldivas;
Palau; Micronesia; Fiji; Tuvalu; Seychelles; Kiribati; Ilhas Cook; Polinésia
Francesa; Ilhas de Tangier, Virginia; Ilhas Marshall; Shishmaref, Alaska,…sendo
que esse desaparecimento é previsto em anos, entre 20 e 50 anos, a verdade é
que as alterações verificadas tem levado a recalcular que nem a menina do GPS,
estas datas, ainda e da lista de ilhas apresentadas, a ilhas Tuvalu e Kiribati
o risco é muito elevado de o seu desaparecimento não ter assim um prazo tão
alargado.
Um exemplo que aponto normalmente quando falo destas
coisas, é uma observação minha, feita nestes últimos 27 anos. Eu quando tive
oportunidade de conhecer a vasta costa e areal, entre a praia do Furadouro e a
de Esmoriz, havia caminhos antes da duna principal que estavam distanciados
desta, em muitos casos cerca de 500mts, hoje em NENHUM desses caminhos existe,
e numa vasta extensão a duna principal desapareceu.
Se eu em vinte e poucos anos presenciei o
desaparecimento de cerca de um quilometro de costa, acredito que muitos dos
destinos que acima faço referência não precisam de tanto tempo para sumir do mapa.
- Bem JP estás mesmo alucinado!
Assim
espero, quero mesmo estar alucinado, e a viver uma tripe rubi de pepitas de
romã, mas o mundo como o conhecemos está por um fio, e um dia destes vamos
acordar com água pelo pescoço de um lado do planeta, enterrados nas poeiras
áridas do outro, e pelo meio trespassados pela trave da persiana do vizinho do
bairro ao lado, ou queimados por um fogo que varre toda a superfície,…
Vejamos o lado positivo, temos ainda algum tempo
para nos amarmos uns aos outros, afinal “somos todos” crentes da bondade de
Deus, seja ele qual for, por isso amemo-nos e não o contrário, porque o
contrário não é coisa muito cristã, islâmica, ou qualquer outra fé, tirando o
Deus Ares ou o Mavorte esses querem mesmo é que nos F…DAMOS e ardamos todos no
mármore do inferno, seja também este qual for.
Continuação de boa vida, fiquem bem…e pensem que
estas coisas estão lá longe, e que nada disto tem a ver connosco, até vermos a
nossa vida feita num inferno com o preço das coisas aumentar, e com programas
de domingo a apelar conseguir mais um contentor com ajuda humanitária, …calma,
havemos de conseguir,…espera esqueci-me do terramoto de Lisboa que não tarde
está ai!
(photo by:
4oito)
Ilhas de
Tuvalu tem 26km2 e conta com 11 mil habitantes
Comentários
Enviar um comentário