“Direito à habitação!?”
Ando mesmo arredado destas coisas do ativismo, também depois
de 20 anos (e uns pauzinhos) a remar contra a maré, na sua maioria, interna,
mais que externa, fica complicado depois prosseguir em todas as frentes. E por posto
isto, perdi a manif sobre o direito à habitação, perdi a manif, mas a manif não
me deixou perdê-la por completo.
Muitos foram os vídeos e fotografias que pode absorver nas
redes sociais, quer de privados, quer de ONG’s, quer das instituições oficiais
de comunicação. Confesso que fiquei invejoso de não ter estado presente, pois a
aglomerado das manif de norte a sul do país foi excelente, e mostrou um
descontentamento crescente, sobre a "falta" de habitação, …contudo e para mim
residem imensas questões sobre de que habitação estamos de fato a falar e de
que responsáveis por essa escassez estamos realmente a falar? Porque fica
simples dizer que a culpa é do governo, arranja-se assim um bode expiatório fácil
para mentes preguiçosas, quando a meu ver e na verdade as culpas estão de tal
forma distribuídas que essa acusação fica pobre e ridícula, se queremos reivindicar,
se queremos apontar, então abra-se a mão e aponte-se com todos os dedos os diferentes culpados, deixando sempre um dedo a apontar para nós.
- Então JP se não é culpa do governo de quem achas que é?
Eu não disse, nem digo, em momento algum que a culpa não
é do governo (deste e dos restantes que o antecedem), o que digo é que TAMBÉM é
dos governos, não apenas do governo do Estado, mas do governo local, o
camarário, e até avançaria com culpas apontadas à falta de justiça, provocada
pela ausência de um ministério público mais presente, mais ativo, enquanto
instituição de defesa legal dos cidadãos, do interesse público enquanto interesse do bem estar geral, de todos e cada um.
Portugal viveu, vive, faz demasiado tempo, uma
transformação social, ou que a diversos níveis interfere com a sociedade, de
uma forma mais ou menos silenciosa. Sempre houve uns grupos que por razões diversas
se fizeram manifestar aqui e ali, mas que por duas razões (pelo menos e a meu
ver) não foram levados muito a sério, e por isso as mudanças, as tais
contestadas por esses grupos foram acontecendo. As razões que levaram à desvalorização
desses protestos, foi por um lado a falta de visão de um povo que sofre por
razões estruturais de falta de literacia, e por outro porque alguns desses
grupos (se não todos) terem ligações politicas, e quando assim é, existe uma espécie
de anticorpos que faz as pessoas afastarem-se, …contudo ainda arrisco a juntar
um terceiro fator, a falta de civismo das pessoas em geral, ou seja, se eu não
sinto, não é comigo, …até ser né!?
http://cargocollective.com/ilhasdoporto/Ilha-do-SAAL
Comecemos pela habitação social, que aqui em Portugal teve o seu aos e ou pelo menos um dos projetos mais importantes e reconhecidos além fronteiras, foi o SAAL - Serviço Ambulatório de Apoio Local, que surgiu em 1974, e que deu habitações sociais a milhares de famílias, contudo e se o projeto foi elogiado e copiado além fronteiras aqui em PT ele teve altos e baixos e foi descontinuado, apenas e só por razões socio politicas e econômicas, ninguém pense que esta coisa do capitalismo é uma modernice.
Construir casas para o povo, deixava um mercado privado imobiliário estagnado, e então, o então Fundo Fomento para a Habitação e as Câmaras, queiramos ou não "subservientes" de alguns poderes, criaram um conjunto de dificuldades à continuidade e por isso ao avanço de projetos como o SAAL. Seja essa coisa de governar para o povo, não passa de hipocrisia, demagogia, para não lhe atribuir outros nomes, cujo sentido está bem mais familiarizado com a linguagem desse povo.
Juntemos
a isso, a falsa democracia do povo para o povo, digo falsa, porque essa palavra
repleta de sentido e sem sentido algum, POVO, é usada enquanto estandarte
demagógico político, na verdade representa um determinado povo, e não o povo
todo, confusos!? Eu tento explicar, esse povo que o poder político de um espectro
ao outro fala, é um povo classe média, branco, letrado, com poder de compra
relativo ou avançado, não o povo classe baixa, que vive precariamente desde sempre,
que serve para encher urnas, bastando umas quantas sacas plásticas, umas
bandeirinhas e uns emblemas embalados com uns verbos de propaganda, e ao mesmo
tempo um povo que não serve para usar devidamente as divisas obtidas com a recolha
contributiva de todos.
Continuam
confusos? Talvez!
Os
primeiros bairros sociais tinham uma componente social muito mais visível, bem
de certa forma poderíamos entender que as “sedes” como eram sobejamente conhecidas,
também serviam como ghettos, assim as pessoas do bairro ficavam-se pelo bairro
não “poluindo” o resto da cidade com a sua presença, e assim anos passados, o
mundo chamado civilizado admirava-se que aceder a alguns desses bairros fosse
complicado, esqueceram-se que esses bairros construíram as suas próprias regras,
as suas próprias dinâmicas como explica muito bem “Outsiders” de Becker. Adianto
eu que quando deixamos um animal antes doméstico na natureza ele por uma
questão de sobrevivência torna-se selvagem, e depois disso tentar domestica-lo,
de novo, fica complicado, e não só porque ele aprendeu a sobreviver selvagem,
mas porque ele tem gravado na pele o abandono, o mau trato, a negligencia, e no
caso das pessoas, os dedos apontados de uma sociedade que julga os livros pela
capa. Não vai assim à muito tempo, e não terá mudado muito, que as autoridades
adotam comportamentos distintos assim que o individuo identificado numa qualquer
rusga, diz morar na Biquinha, na Cruz de Pau, no Pio XII, e ou em outros
bairros, são “animais” selvagens fora do seu meio, e por isso precisam ser
postos no seu lugar.
Outro pormenor, deixaram de ter esses espaços de convívio no R/C desses bairros, e construíram parques de jogos, mas não adamos todos distraídos. Os parques de jogos e infantis junto de outro tipo de blocos habitacionais, tem piso amortecedores e sintéticos, e luzes publicas, os do bairro, são de argamassa, não tem baloiços, e a luz pública nem sempre é uma realidade.
Mas
voltemos à habitação.
Vivo
rodeado de bairros em todas as direções, e lembro muito bem que pouco antes das eleições que reelegeram Rui Moreira, os bairros negligenciados da minha zona
receberam um “extreme makeover”, e só por acaso isso aconteceu perto das
eleições, coincidências claro está, e o povo ficou contente, e o poder local
esqueceu assim que seria interessante verificar as condições das famílias ai
alojadas, afinal essas coisas de fiscalizar não dá votos.
O que
vou dizer não é popular, talvez porque não sou politico e não pretendo agradar
a ninguém, nem NUNCA servi poderes fossem eles quais fossem.
As razões
porque as milhares de famílias tiveram acesso a uma habitação social foram na
altura mais que justas, pelo menos assim quero acreditar, contudo e olhando o
parque automóvel de alguns bairros sociais, nomeadamente aqueles que me cercam,
eu questiono-me, será que essas condições se mantem mesmo?
Se foram
alteradas para melhor, se essas famílias hoje vivem com melhores condições
socio económicas porque é que continuam a viver com rendas sociais?
Não pretendo
desaloja-las, nada disso, mas tendo em conta que as suas vidas melhoraram não
deviam pagar mais de renda, ao invés dos 50€ mensais?
- JP
está a ser injusto, as habitações não valem rendas mais altas!
Talvez
não, enquanto construção, mas então deixamos essas famílias acumular renda,
obtendo outros imóveis agora propriedade sua, vivam nessas novas moradas, e
arrendem a casinha do bairro por cinco vezes mais que aquilo que a câmara
cobra, o mais?
- JP
isso não acontece! E se acontece é um caso ou outro!
Que mundinho
privilegiado o vosso, que nem se dão conta do que se passa em redor. No bairro
do Aleixo, aquele que demoliram para construir apartamentos de luxo,
arrendava-se quartos aos turistas, também não vão acreditar pois não!?
Então
temos falta de habitação social ou temos um mercado desregulado, por câmaras
que não fazem levantamentos periódicos das condições socioeconómicas das famílias
que lá residem, e já agora sem aviso prévio, pode ser? É que vão ficar
maravilhados em certos casos com o parque automóvel para começar.
- JP
mas não é bem isso que estamos a discutir, o arrendamento está insuportável, e
comprar uma casa com as taxas de juro como estão e os salários que se tem não
dá!
Concordo,
e sim aponto o dedo a um Estado, cujo os governos sucessivos se curvaram
perante senhorios que viram as rendas como uma fonte não de “income” mas como
uma galinha dos ovos de ouro. Mas ao mesmo tempo deixa que vos diga, que
enquanto dono eu faço do meu prédio o que bem entender, e se me apetece pedir
2000€ de renda por um T2, o problema é meu, desde que eu tenha mercado para
isso, não vejo com bons olhos que venha agora um Estado interferir na gestão
do que é meu, e essa é a realidade, se todas as pessoas que saíram á rua
tivessem uma habitação para arrendar não ia apreciar que o Estado interferisse
nessa gestão, e nem precisam de retorquir, porque se o fizerem estão só a ser hipócritas.
Contudo
pergunto-me eu, se vivemos na era da tecnologia, como é que o IRS ou melhor, as
finanças não se interrogam como é possível certas famílias terem um, dois filhos
na faculdade, longe de casa, e sem estarem numa residência universitária? Onde vivem
esses jovens? Quanto pagam pelo seu espaço? De onde vem a renda dos pais que
pagam esse aluguer?
Para
mim fica estranho que essas coisas não sejam detectadas!
Mas ao
mesmo tempo, e porque gosto de observar, facilmente se descobre porquê isso
acontece. Vejam o exemplo, junto à FEUP, foram alguns anos atrás construídos uns
quantos blocos habitacionais, ainda não estavam construídos já estavam todos
vendidos, e não, aquilo não é um sistema de cooperativa. Quem comprou na sua
grande maioria não vive lá, contudo todos os apartamentos estão habitados, e se
não todos um grande número habitados por estudantes, a pagar 450€ e mais por um
quarto. O proprietário prefere não passar recibo, e o arrendatário (os pais da
criança) preferem também não declarar essa despesa. Assim o sistema é uma espécie
de marmotinha de rabo na boca (uma iguaria que amo, ficam já a saber), um não
pagam imposto de renda, e o outro não tem que justificar de onde vem o dinheiro
que despende na renda do quarto da filha, ganham todos limpinho, perde o
Estado, seja perdemos todos, exceto os intervenientes no negócio.
Olhemos
outro aspeto, a questão dos milhares de imóveis devolutos existentes um pouco
por toda a cidade. Alguns anos atrás dei-me ao trabalho, e desde o Marquês até
à Prç D. João Primeiro a rua do Bonjardim tinha se não estou em erro perto de
200 habitações abandonadas. E porque será que elas estavam nesse estado,
primeiro porque as contribuições correspondem ao tempo da outra senhora, e com
jeitinho muitas delas alcançaram a denominação de ruina, e como tal não pagam
IMI, e assim o seu proprietário aguarda pacientemente, até porque não lhe dá
despesa, que um iluminado com alguns euros, compre por bom dinheiro, construa,
e transforme em mais um AL. E eu nem vejo problema no AL, mas vejo problema que
um imóvel esteja abandonado deliberadamente e isso não traga ao seu proprietário
nenhum encargo adicional.
Mas este
meu “incomodo” tem outro revés, que muitos dos iluminados presentes nas manifes
esquece.
Então
o proprietário por ter um imóvel abandonado não lhe fica caro, decide alugar,
pagam-lhe imagine-se, 1000€ mensais pelo dito, e quando os inquilinos por
qualquer razão decidem deixar de pagar, o proprietário quer manda-los embora,
mas não pode, ou melhor pode, mas isso vai demorar demasiado tempo, por vezes
anos, vai ter custos judiciais elevados, e no final o proprietário não só não
perdeu dinheiro, como não reaveu o que lhe era devido pelo seu inquilino
caloteiro.
Acresce
a isso, a falta de civismo do mesmo inquilino, que durante o processo danifica o
referido imóvel, e abandona o mesmo na calada da noite.
Assim
fica difícil, arrendar, e ou a ter rendas mais baixas, porque o proprietário tem
de prever uma quantidade de custos futuros, possíveis de acontecer.
Mas mais
acima eu disse que outro dos culpados seria o poder local, o camarário, tendo
depois juntado a este a questão de um MP pouco presente na vida dos cidadãos.
Aqui
no Porto foram sobejamente conhecidos os casos de pressões, ameaças, e outras sevicias,
aplicadas a pessoas de idade avançada, (mas não só), para abandonarem os
imóveis onde viviam desde sempre, para que novos proprietários e ou os mesmos,
com olho no novo negócio do turismo pudessem converter esses espaços em AL’s, e
perante todas as denuncias, o que fez a CMP e o MP? NADA!
Um redondo
NADA!
E assim
as notícias de descaraterização dos bairros típicos de Lisboa, e habitações no
centro do Porto, fizeram os escaparates noticiosos num processo sem precedentes
em PT de gentrificação, com a conivência, nem que seja por omissão, das câmaras
e do MP, dando razão de ser à frase cinematográfica de que “Este país não é
para velhos”, mas espantem-se também não é para novos.
Vejamos
encontramos informação sobre uma quantidade de vencimentos em diferentes
profissões, que poderão carecer de melhor análise, mas do que sei
não estão muito longe da verdade na maioria dos casos.
Comércio, lojas, mídia, compra e venda
- Ajudante de cozinha – de € 569 a € 1.042
- Cabeleireiro –
de € 560 a € 1.048
- Cortadores de carne e peixe – de € 654 a € 1.086
- Designer de interiores e decorador – de € 611 a € 2.259
- Designer de produto e vestuário – de € 697 a € 1.980
- Diretor de vendas e marketing – de € 818 a € 2.913
- Especialista em publicidade e marketing – de € 740 a € 2.280
- Jornalista – de
€ 619 a € 2.020
- Operador de caixa – de € 574 a € 1.037
- Padeiro, pasteleiro, confeiteiro – de € 595 a € 1.054
- Pessoal de limpeza – de € 618 a € 1.200
- Representante
comercial – de € 740 a € 2.353
- Vendedor em loja – de € 612 a € 1.064
Sabemos
que serão muito poucos os que auferem os valores mais altos, e se olharmos um
jovem em inicio de carreira profissional então sabemos quanto ganhará mensalmente
(fora os descontos) nestes ramos de atividade. Havia ainda informação sobre
outras áreas de atividade, como por exemplo os ramos ligados a “Automóveis, mecânicos
e engenheiros onde o valor mais alto era atribuído a um engenheiro de eletrônica
entre 914 e 2880€, e o mais baixo a um mecânico de veículos a motor entre 631 e
1061€.
Da lista
o destaque ia para os lugares de topo em certas áreas de negócio e as chamadas “novas”
profissões, onde o valor mensal mais baixo estava na ordem dos 2500€, e o mais
alto nos 10714€ mensais. (valor calculado a 14 meses)
Seja
para a maioria da população jovem a sair de uma faculdade com uma licenciatura
ou mestrado as oportunidades de viver perto dos centros de trabalho é uma visão
quase ou mesmo impossível, olhando o mercado arrendatário e mesmo a possibilidade
de adquirir uma habitação própria, a coisa piora de estiver incluído no projeto
de vida construir família.
Verdade
que ainda vai sendo possível conseguir uma boa aquisição ao nível de renda ou compra fora dos centros, mas que com isso trás outras despesas como transportes em todas as
suas dimensões, e com isso a falta de uma qualidade de vida que permita ficar
BEM LONGE dos antidepressivos e ou controladores de humor.
E assim
também vamos sendo o maior exportador de cérebros, seja, o Estado prepara indivíduos
de qualidade académica que depois são reconhecidos e valorizados fora do país,
que bom né!?
Falta-nos
ainda muitos fatores que possivelmente representam este descontentamento focado
na habitação, mas vou apenas tocar em mais um, a questão de que eventualmente a
culpa (coisinha tão cristã) reside no fato de PT se ter tornado num pais de
migrantes e por isso as rendas sofreram por causa deles.
Se por
um acaso as nossas autoridades como a judiciaria (por exemplo) tivessem mão de
obra e fundos para melhores investigações, penso que íamos descobrir que há um
número de migrantes a viver (sobreviver) como mão de obra equiparada à
escravatura, apenas sem tronco, mas aglutinados em espaços que não só pelo número
de pessoas, mas também, são espaços sem condições, mas vamos acreditar que estas
ultimas linhas são apenas eu a delirar.
Somos
um pais extremamente racista e xenófobo, mas acima de tudo somos um pais de
oportunistas, escravagistas, exploradores das necessidades de grupos vulneráveis,
ou potencialmente vulneráveis. Eu mesmo já fui requisitado mais que uma vez
para ser a voz que questiona as condições de arrendamento de um determinado
espaço, em vez de outros sotaques, porque dizem esses sotaques que assim que os
ouvem, as condições duplicam e ou triplicam, isto quando a multiplicação não é
ainda mais escandalosa, como adiantar um ano inteiro de rendas.
Não tenho
uma solução milagrosa, até porque não sou santo, e o meu saldo não permite
ligações com um qualquer Deus, mas penso que para encontrar algo próximo de uma
solução teria o governo enquanto administrador do Estado, rever, inovar, criar,
um conjunto de regras e intensificar uma máquina de inspeção capaz de detectar e
penalizar abusos, em tempo útil.
Por exemplo
na questão da venda e do arrendamento definir por áreas o valor por metro
quadrado limite a ser cobrado, quer num caso quer no outro.
Implementação
de taxas municipais significativas por imóveis devolutos.
Limitar
(que penso já está contemplado na lei) o limite de mensalidades passiveis de
serem reclamadas pelos proprietários, e eventualmente a criação de um seguro
que assegure ao proprietário alguma segurança no arrendamento a inquilinos menos
escrupulosos, e quem sabe haver uma lista de incumpridores, (ui JP o que foste
dizer).
E no
conjunto uma máquina judicial (ai vamos nós mais uma vez) célere e por isso
eficaz na resolução de litígios também nestas áreas.
Assim
como limites ás taxas de juro na aquisição de imóvel para residir, afinal de
contas fomos todos nós que estivemos anos a financiar a banca. Uma banca que
subtraiu verba a algumas pessoas, sendo que alguma morreram por isso, convém
não esquecer.
Concordo
que muita da culpa esteja no Estado, logo em todos os governos desde 1974, na
falta de vigilância, criação de regras justas, fiscalização e penalização efetiva
e justa das infrações cometidas no desrespeito da lei, e ou na criação de leis
que previnam, ou prevenissem, os estado atual das coisas.
TODAS
AS REIVINDICAÇÕES SÃO LEGITIMAS
ATÉ
DEIXAREM DE SER
E
DEIXAM DE O SER QUANDO NÃO REIVINDICAM
APENAS
DESTROEM




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