Temos mais ouro que aquele que realizamos! 25 de Abril Sempre, fascismo NUNCA mais!
Somos um pais extraordinário, cheio de história, com feitos que só lá fora são reconhecidos, aqui uma grande maioria desvaloriza, numa postura que não tem nada de inocente.
Como exemplo temos Carolina Beatriz Ângelo, a primeira
mulher cirurgiã e a primeira mulher a votar, tendo o feito em 1911 para a
Assembleia Constituinte.
Quando alguns anos atrás conheci a história de Carolina Ângelo
passei a usa-la sempre nas minhas apresentações nas escolas, primeiro porque é
para mim um feito extraordinário, depois porque quando temos formação, conhecimento,
podemos (talvez devamos) quebrar barreiras, e ainda porque me delicio com a
minha imaginação a dar-me imagem da cara dos homens sentados na mesa de voto,
se calhar até na fila para votar, a ver esta brava mulher a dirigir-se para
votar, e lhe ser dito que não podia, o voto está reservado aos homens.
Imagino ela a retorquir algo assim:
- Sim, mas! A lei diz que pode votar todos os chefes de família,
ora eu infelizmente e pela vontade de Deus sou viúva, e por isso chefe da minha
família, logo venho exercer o direito de todo o chefe de família, votar!
Aquela parte da “vontade de Deus” é porque temos de olhar
à época e da presença inequívoca da religião nos atos políticos e sociais da
nossa sociedade, e depois porque essa presença era de fato marcante, imagino
que ela o tenha usado, como forma de a sua posição ser incontestável.
A senhora lá votou, e os homens melindrados logo se
apressaram a manter as mulheres longe da politica, pelo menos do lado visível,
já que acredito que muitos questionassem suas esposas para obterem outras opiniões,
e ou para saber se determinada lei seria eficaz para as manter na rédea curta. Dizia,
lá foram os homenzinhos mudar a lei para algo do género: “só os homens chefes
de família podem votar”, que desta forma se excluía essas mulheres que acham
que podem.
Mas esta não será a única mulher de feitos
extraordinários, ninguém pode obliterar da história, como fizeram com Carolina Ângelo,
o feito combativo da padeira de Aljubarrota.
Temos nomes da nossa história social geral que nos deram
um país mais livre, como temos tantos outros nomes que trabalharam as partes
obscuras desta liberdade garantindo uma liberdade mais global, e mesmo hoje século
XXI ano 2023, continuamos com seres humanos que em PT e no mundo que ainda não são
livres.
A liberdade para ser verdadeira exige respeito, respeito
pela condição humana, pela condição de todo o ser vivo, e pelo meio. Não pode
haver uma liberdade ás prestações, sectária, racializada, com acentos de género,
identidade ou expressão de género, com barreiras de orientação sexual, a
LIBERDADE tem de ser SEMPRE una.
E não se pense que estou a defender uma liberdade sem
regras, até porque se assim fosse estaria a defender uma anarquia, e não é
disso que eu falo, a LIBERDADE como disse mais acima exige respeito, o que gera
logo um contrassenso, se somos livres então porquê regras, porque até os pássaros
embora livres tem regras, sabem que se não bater as asas não voam, regra
principal dos pássaros que voam, bater as asas. Regra principal dos seres
humanos, a minha liberdade termina quando começa a do meu semelhante, e por
isso existe a lei da prioridade, crianças, pessoas idosas, pessoas com deficiência,
e gravidas tem prioridade perante os demais, toda a liberdade tem limites,
porque caso contrario seria o caos.
Não há por isso tudo liberdade quando crianças são
privadas da alimentação, de uma casa condigna, da educação.
Não há liberdade quando os “elderly” são mal tratados,
abandonados.
Não há liberdade quando uma família não tem um teto digno.
Não há liberdade quando se explora a força de trabalho.
Por tudo isto a LIBERDADE é dos bens mais essenciais numa
sociedade que se quer saudável, prospera, digna, e nenhum ser vivo deve ser
dela privado, por razão alguma.
- Mas JP assim estas a dizer que as pessoas não podem ser
presas!
Nunca disse isso, se estão a ler com atenção, eu digo desde
o inicio que Liberdade é respeito por um conjunto de regras necessárias ao bom
funcionamento da liberdade, logo entre essas regras existe um ponto que diz,
que quem infringe as regas sociais deve ser penalizado por isso, no caso preso
e ou sentenciado com coima, faz parte da LIBERDADE.
Orgulho-me de viver num pais livre que me permite lutar em oposição ao que acho menos bem, que me dá espaço para me manifestar de diferentes
formas, (com esta), para contestar e apresentar as minhas opiniões, mas
acredito que ao fim de 49 anos de democracia e liberdade (mesmo que essa
liberdade original me tenha sido negada), estes valores NUNCA estiveram tão
ameaçados como agora.
Esta horta fértil e verdejante, tem cada vez mais ervas
daninhas, os “pidescos” travestidos de democratas andam ai, e precisamos por
isso reafirmar, com mais intensidade e presença, DEMOCRACIA e LIBERDADE SEMPRE,
fascismo NUNCA MAIS!

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