Não quero ser agoirento, apenas despertar a vossa atenção…
Não quero ser
agoirento, apenas despertar a vossa atenção, para o que potencialmente está
para vir, nomeadamente a partir deste ano, e não sou eu quem o diz, são os “espertos”
catedráticos, estudiosos, cientistas da matéria!
- JP lá estas tu
com as tuas ideias de fim de mundo!
Pois, se calhar
deve ser um defeito meu, mas a verdade é que muito antes de os “espertos” anunciarem
que estamos a caminho do fenómeno “El Niño” e que este será ainda mais violento
que o anterior, sendo que o anterior já ultrapassou tudo que a memória dos mais
velhos é capaz de recordar, e que os centros de observação alguma vez registaram,
dizer que o próximo será mais grave, penso eu que devia servir de alerta o
bastante para pessoas e governos começarem já a prepararem-se.
Nesta reflexão
deixo-vos um link para um documentário que aborda o efeito El Niño, mas não só, em
2016, e vão poder observar que os dados recolhidos nos diversos eventos são
alarmantes o bastante, e falam-nos de eventos que nunca antes, haviam sido registados,
não pelo menos com a magnitude que em 2016 atingiu. (https://www.youtube.com/watch?v=PyQe0GUEokc)
Assim o aviso
dado algumas semanas atrás de que estamos próximos de um novo fenómeno El Niño
e que este será mais violento que o anterior, pode levar-nos a memórias
devastadoras como Pedrogão Grande, mas também a rios, lagos e barragens que
revelaram os seus fundos como nunca antes. A questão do El Niño é que até
chegar não temos muito bem a certeza do que vamos enfrentar, se secas severas,
e por isso temperaturas absurdas, ou grandes cheias e consequentemente chuvas e
tempestades de grande violência. Contudo penso de que, as áreas antes afetadas
por qualquer um destes eventos podem (deveriam desde o último episódio) prevenir
os prejuízos no caso de as coisas se repetirem, como? Bom não sou nem engenheiro
nem vosso pai, mas por vezes um pouco de bom senso é o bastante para evitar
males maiores.
Por exemplo um
dos meus cunhados tem uma propriedade algures para norte, que eu simplesmente
amo, e tanta é a minha simpatia pelo espaço que lhe dei em tempos uma sugestão
de construção caso ele estivesse a pensar construir lá casa, e entre outras diligências
que o meu desenho inclui, uma delas tem a ver com o disposição do terreno, que
se distribui em “socalcos” de diferentes dimensões, o que num caso de grandes chuvas
lhe poderia danificar a casa caso ela estivesse ao nível do solo, assim eu
desenhei uma casa, que fica elevada do solo pelo menos um metro sustentada por
pilares redondos, assentes em profundidade e ligados por uma “sapata” de betão
bem reforçada. Desta forma a chuva que caísse, e viesse inclusive da estrada
que é o socalco mais alto ligado à sua propriedade no extremo a água poderia
correr por baixo da casa sem invadir esta, até porque depois deste socalco
maior onde seria a casa, tem mais uns três ou quatro até à ribeira que fica no
limite do terreno.
Verdade que ele
poderá ter condições financeiras e de tempo (não está desesperado para
construir) que lhe poderiam permitir este tipo de construção, mas tem quem não
tenha nem uma coisa nem outra, e isso naturalmente coloca em risco a sobrevivência
futura dessas pessoas.
Verdade que não
tenho a mínima do que efetivamente terá ou não sido feito desde as últimas
secas, ou inundações que o nosso país sofreu, mas vejamos por exemplo a questão
da erosão costeira, o que é que efetivamente tem sido feito na nossa orla
costeira no sentido de evitar, atrasar, ou até parar a erosão, além de deslocar
habitantes?
Pois, penso que
em demasiados casos NADA, e no restante muito pouco!
É verdade que neste
momento NÃO TEMOS COMO EVITAR o desastre, mas temos pelo menos forma de o
atrasar, sendo que o desastre esse vai mesmo acontecer, e apresentar-se-á com episódios
cada vez mais violentos até ao grande final. Mas como se diz, depois da tempestade
vem a bonança e a possibilidade de fazer melhor, no respeito pelo meio e os
seus elementos.
Mas continua a haver
uma espécie de pregação (já não bastava a que existe sobre um senhor que vive
no céu que ama as criancinhas e deixa que elas sejam violadas pelos próprios pregadores),
de que o elétrico vai salvar o mundo, e tanto que os governos (e o nosso pelos
vistos não é exceção) decidem cada um do seu jeito patrocinar a compra de
carros elétricos.
Os carros vão continuar a ser produzidos de metal, ou plástico, seja matérias-primas conseguidas pela exploração de petróleo e minério, deixamos de refinar o crude para termos gasóleo e gasolina, ou então produzimos o bastante para por exemplo os aviões e os navios, e demais embarcações que são movidos a estes combustíveis, mas o povo esse só vai usar eletricidade, …hum hum!
Em 2021 só o
Porto consumiu segundo o PORDATA 1.135.768.395KW dos quais 432.274.168 são de consumo doméstico. Para servir este
consumo temos usado essencialmente hidrelétricas (barragens), a temos vindo a
juntar eólicas, e juntamos a isso energia importada. Sendo que o Porto tem
cerca de 214.349 habitantes (2016) e porque a cidade tem mais carros por
habitante (dinehirovivo.pt 2018) que Lisboa, vamos deixar assim, seja,
acreditemos que cada habitante tem um carro, seja, existem no Porto 214.349
viaturas, e agora transformemos estas em elétricos, carros elétricos, onde
vamos buscar eletricidade para abastecer o consumo destas viaturas todas, não
se esqueçam do metro e de alguns STCP que também consomem eletricidade!? Temos
duas hipóteses, ou importamos mais energia o que vai custar mais aos bolsos dos
contribuintes, ou inventamos um local para uma central nuclear, porque o que
produzimos não chega para tudo, e quem nos vende eletricidade também está a
renovar as suas frotas e não pode vender o que vendia e por isso vende mais
caro.
Dizia que os
carros (viaturas em geral) vão continuar a depender de alguma forma da exploração
de minério e crude, mas porque somos muito limpinhos vamos ainda explorar lítio
para concebermos as baterias dos nossos popós, na defesa do meio ambiente, ...hum hum!
Não apenas temos este
aspeto do que é explorar lítio, falta ainda o transporte e o processamento até à realização da
dita bateria, e até ao momento NINGUÉM ainda disse o que se faz às baterias
quando morrerem, por isso que tal em vez de investir na compra de carros elétricos,
não investimos em uma rede de transportes públicos eficaz, e verdadeiramente
eficiente?
Toda a mineração
envolve o consumo avultado de água, esse bem precioso, a mineração de todo o
tipo despeja no solo milhões de litros de água contaminada, querem mesmo mais
uma mineração?
Depois a
mineração, no caso em apreciação, de lítio, cria estas imensas crateras, estas
de tão profundas que são, interferem com os ventos da região onde se situam, e
por consequência, depois com o movimento dos ventos do resto do planeta, uma espécie
de “Efeito Borboleta”, porque não há movimentos ou interferências inocentes, somos um só
mundo.
Assim a ideia do
carro elétrico é para além de um barrete, um empurrar com a barriga os dramas atuais, e criar novos dramas
a médio longo prazo, para as gerações futuras.
Uma cidade
segura, com transportes e serviços eficazes, reduz muito mais poluição que esta
banha da cobra que nos querem vender.
Concluindo, (por
hoje), o ser humano não aprende com os seus erros, é preguiçoso e fica-se pela
primeira “solução” que lhe salta à imaginação, não contabiliza as consequências,
esquece de falar no futuro, e ou então responde: - Quando lá chegarmos vemos!
E assim constrói uma
herança que se as novas gerações tiverem oportunidade de herdar (a coisa pode
acabar antes), terão nos braços um mundo moribundo de lençóis freáticos poluídos,
e um manancial de lixo em forma de baterias que não saberá como se despojar
delas, eventualmente vai poluir o espaço onde desde a primeira ida à lua já tem
deixado lixo o bastante que vagueia pela galáctica.



Comentários
Enviar um comentário