O céu, se ele existe, está uma festa! Odeio fotos, mas sei da importância que elas têm!
(photo by: Quizur)
Somos os que nasceram nos anos 60, e talvez até meio da década de setenta, uns privilegiados, acordamos
para um mundo em mudança. Desabrochamos nos jardins da corrente “Flower Power”,
das revoluções antiguerra, fomos veados em 69 com “Stone Wall Inn”, e rasgamos
as ruas de NY em 70, e ao colo ou pela mão batemos palmas aos que
regressaram da guerra do Vietname, o mundo estava numa reviravolta a tecnologia
galopava alucinante com descobertas a cada dia o ser humano chega ao espaço e
põe o pé na lua, a televisão inicia o seu caminho para ganhar cor.
We are those who were born in the 60's, and perhaps until the middle of the 70's, privileged ones, we woke up to a changing world. We blossomed in the gardens of the “Flower Power” current, of the anti-war revolutions, we were deer in 69 with “Stone Wall Inn”, and we tore through the streets of NY in 70, and in the lap or by the hand we clap our hands to those who returned from the Vietnam war, the world was in an upheaval technology galloped madly with discoveries every day the human being reaches space and sets foot on the moon, television begins its path to gain color.
Nos finais dessa década
de 60 a música explode em todos os sentidos, do pop ao rock, dos Beatles aos
Rolling Stones, tudo parecia um dia de primavera onde as bandas de rock surgem
como flores num jardim imenso, e os grandes concertos como Monterey Pop Festival (Califórnia
1967) e Woodstock (NY 1969), reunião jardins imemoráveis com Jimi Hendrix;
Janis Joplin ou Carlos Santana, enquanto que no Brasil surgia em 1967 o
movimento Tropicália que reunia nomes como Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano
Veloso e os Mutantes entre outros.
Estávamos num processo sem retrocesso, o mundo das artes, tecnologias e
social estava a gritar LIBERDADES, e nos anos que se seguiram os nomes da nossa
memória são tantos e em quadrantes tão diferentes da arte de cantar, que uns
simples acorde nos transporta no tempo, Stevie Wonder, Marvin Gay, Rod
Stewart, Freddie Mercury, David Bowie (1970); são alguns dos nomes que
preencheram a nossa infância, e adolescência, mas este jardim tinha mais para
mostrar.
We were in a process without going backwards, the world of arts, technologies and social life was screaming FREEDOM, and in the years that followed the names of our memory are so many and in quadrants so different from the art of singing, that a simple chord transports us in time , Stevie Wonder, Marvin Gay, Rod Stewart, Freddie Mercury, David Bowie (1970); are some of the names that filled our childhood and adolescence, but this garden had more to show.
(photo by: II Digitale)
Os anos 80 são para
muitos de nós geração de 60/70 o big bum das nossas memórias, e talvez o maior “babe
bum musical” da era moderna, os artistas a solo ou em grupo surgiram aos
magotes, para nos fazer saltar de alegria, chorar por coisa nenhuma e por tudo
o resto, enfrentar os medos e partir à descoberta, esventrar as ruas com todas
as revoluções, e amar, amar muito.
The 80s are for many of us 60s/70s generation the big boom of our memories, and perhaps the greatest “musical babe boom” of the modern era, solo and group artists came out in droves, to make us jump for joy , cry for nothing and for everything else, face your fears and set out to discover, gut the streets with all the revolutions, and love, love a lot.
A-ah; Cyndi Lauper;
os Wham! Com o saudoso George Michael; Eurythmics; Men at Work; Alphaville; Bonnie
Tyler; Madonna; Michael jackson; Modern Talking; Culture Club com a imagem androgena irruptivel de Boy
George; Kim Wilde; Spandau Ballet; Frankie Goes to Hollywood; Level 42; Kim
Carnes; The Communards; Samantha Fox; Limahi; T’Pau; Jennifer Rush; Milli
Vanilli; Mel & Kim; Jimmy Somerville; Yazoo; Rádio Táxi; entre tantos mais
que dava para construir uma enciclopédia.
A-ah; Cyndi Lauper; the Wham! With the late George Michael; Eurythmics; Men at Work; Alphaville; Bonnie Tyler; Madonna; Michael Jackson; Modern Talking; Culture Club with the unbreakable androgynous image of Boy George; Kim Wilde; Spandau Ballet; Frankie Goes to Hollywood; Level 42; Kim Carnes; The Communards; Samantha Fox; Limahi; T'Pau; Jennifer Rush; Milli Vanilli; Mel & Kim; Jimmy Somerville; Yazoo; Radio Taxi; among so many more that you could build an encyclopedia.
(photo by: Marca)Estas e outras referências
estão a desaparecer do nosso panorama de vida, nomes como Prince, (1975); David
Bowie (mesmo com trabalho anterior como Ziggy Stardust, é nos anos 80 que reside
a sua mais solida pegada como Bowie); Whitney Houston (nasce em 1978 como a voz
inconfundível, mas é nos anos 80 que ela esculpe um dos maiores monumentos
musicais, que até aos dias de hoje se tenta alcançar, e sempre que alguém se
atreve a copiar quem julga pergunta: - Tem a certeza?; a mulher que arrebatou o
número de vendas do rei Elvis), todas estas vozes às quais tantas outras se juntaram
em playlist’s que cada um de nós construirá segundo as suas vibrações,
sentimentos, vivencias, mas a verdade é que estamos a perder o chão que
pisamos, e onde nos contorcíamos ao som de cada um deles, e perdemos agora
mais uma dessas vozes.
These and other references are disappearing from our panorama of life, names like Prince, (1975); David Bowie (even with previous work like Ziggy Stardust, it is in the 80's that his most solid footprint as Bowie lies); Whitney Houston (born in 1978 as the unmistakable voice, but it was in the 80s that she sculpted one of the greatest musical monuments, which until today is still trying to be achieved, and whenever someone dares to copy those who think they ask: - Does it have the sure?; the woman who stole King Elvis's sales figures), all these voices to which so many others have joined in playlists that each of us will build according to our vibrations, feelings, experiences, but the truth is that we are losing the ground we walked on, and where we writhed to the sound of each one of them, and now we have lost another one of those voices.
(photo by: "desconhecido")Anna Mae Bullock,
nasceu em Brownsville, Tennessee, USA, 1939, onde a segregação racial era uma
realidade que poderia custar a vida de pessoas negras, sem amis e ao abrigo de leis absurdas, e onde as mulheres eram
o elo mais fraco dessa perseguição infantil, escrota, nefasta e representativa
do quanto o animal humano é o mais perverso dos animais que a natureza criou.
Mas isso não impediu de Anna Bullock de se tornar Tina Turner.
Anna Mae Bullock, was born in Brownsville, Tennessee, USA, 1939, where racial segregation was a reality that could cost the lives of black people, without friends and under absurd laws, and where women were the weakest link in this persecution childish, nasty, nefarious and representative of how much the human animal is the most perverse of the animals that nature has created. But that didn't stop Anna Bullock from becoming Tina Turner.
É aos 18 anos que com
o nome Little Ann, Turner inicia a sua carreira, é em 60 que se apresenta como
Tina Turner ao lado de Ike, e os dois foram uma das duplas mais bem-sucedidas
de sempre, contudo esta dupla de sucesso escondia uma vida de violência doméstica, e em 1976
Turner separa-se de Ike, mas mantem o nome de Tina Turner.
It is at 18 that Turner begins her career under the name Little Ann, it is at 60 that she performs as Tina Turner alongside Ike, and the two were one of the most successful duos ever, however this successful duo hid a life of domestic violence, and in 1976 Turner separates from Ike, but keeps the name Tina Turner.
É na década de 80 que
Tina regressa às lides musicais e que regresso, "Private Dance" arrecada
dupla platina (1984), e um Grammy. Em 1988 entrou para o Guiness Book por ter
sido a artista a solo com maior número de público pagante num único concerto.
Mas não são os seus recordes que me traz a esta reflexão, mas antes e a
exemplo do que antes vos escrevi, do impacto que também Tina teve nas nossas
vidas, diárias, de diversão, amorosas, dos sonhos que nos despertou e dos que
nos fez apenas sonhar, a dimensão de artistas como Tina Turner é muito mais que
um entretenimento, são alavancas emocionais que nos catapultam para cima, ou pilões que nos
subterram nos nossos medos.
But it is not her records that bring me to this reflection, but rather and following the example of what I wrote to you before, the impact that Tina also had on our daily, fun, loving lives, the dreams that awakened us and those that it only made one dream, the dimension of artists like Tina Turner is much more than entertainment, they are emotional levers that catapult us upwards, or pestles that submerge us in our fears.
Friedrich Nietzsche disse que a vantagem de alguns de nós termos má memória
é que nos divertimos muitas vezes com as mesmas coisas como se fosse a primeira
vez, o que em determinada perspectiva até pode ser verdade, mas Galeano já nos
leva num outro sentido, dizendo que a nossa memória só guardará o que valer a
pena, e que seguindo o seu raciocínio, sabendo ela mais de nós, que nós próprios,
quando a memória se depara com uns acordes, ou uns verbos, ou até mesmo umas
fotos e ou filmes, ela escancara o baú, para nos dizer que ela não perdeu o que
merecia ser salvo.
Mas a memória não é mais aquilo que o escritor alemão Johann Paul Friedrich
disse um dia, que a memória é o único paraíso do qual não podemos ser expulsos,
ela está em crise devido ao estilo de vida moderna que levamos, por isso e antes que o “tio”
Alzheimer nos expulse desse maravilhoso paraíso, recordemos e mais que isso
celebremos as nossas melhores memórias, povoadas de acordes e vozes várias.
Deixemos soltos esses espíritos que a vida do dia-a-dia nos disse para arrumar numa prateleira do fundo de um qualquer armário,
sejamos de novo nem que por instantes, uma vez por dia, esses teenager’s inconscientes
que disseram um dia ir conquistar o mundo.
But memory is no longer what the German writer Johann Paul Friedrich once said, that memory is the only paradise from which we cannot be expelled, it is in crisis due to the modern lifestyle that we lead, that's why and before "Uncle" Alzheimer expels us from this wonderful paradise, let's remember and more than that let's celebrate our best memories, populated by chords and various voices. Let loose those spirits that day-to-day life told us to store on a back shelf of any closet, let's be again even for a moment, once a day, those unconscious teenagers who said one day they would conquer the world .
Aumentemos o volume do nosso sucesso, afinal estamos vivos, e poderemos
reviver com um sorriso nos lábios e plenos de amor, de que se quisermos podemos
dar muito mais ao mundo, às pessoas com quem convivemos, aos nossos filhos, podemos
dizer-lhes ao ouvido ou numa canção VIVAM, “Carpe diem. Aproveitem o dia, …! Façam de suas vidas uma coisa extraordinária”,
porque nós somos TODOS “…the master of my fate; …the captain of my soul”.
Let's increase the volume of our success, after all we are alive, and we will be able to revive with a smile on our lips and full of love, that if we want we can give much more to the world, to the people we live with, to our children, we can tell them around heard or in a VIVAM song, “Carpe diem. Enjoy the day, …! Make your lives extraordinary”, because we are ALL “…the master of my fate; …the captain of my soul”.
O céu está em festa, cheio de estrelas, e estes dias chega mais uma, ...até breve Tina Turner!
The sky is in celebration, full of stars, and these days another one arrives, ...see you soon Tina Turner!
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