O mundo atávico que vivemos!
(imagem original da Canaltech, com posta)
Tendo em conta que enquanto espécie me dizem que somos seres
racionais, inteligente, capazes, fico confuso com tanto atavismo.
1914 uns quantos senhores, (claro está não haviam de ser
mulheres), decidiram partir para uma guerra, e calcula-se que aproximadamente entre
8 e13 milhões de pessoas morreram, aqueles que começaram e alimentaram a
guerra, felizmente não morreu nenhum, nem nenhum membro da sua família.
Em 1939 dá-se início à 2ª Guerra Mundial, mais uma vez
decidida por uns quantos senhores, uma guerra que foi o caminho continuado de
algo que havia começado em 1933 e que nos seis anos seguintes transformou a Alemanha
num vasto recinto de caça às bruxas. Apenas cinco anos depois, mais coisa menos
coisa, é que o mundo capitalista, achou que devia intervir, não sem antes ter
ele mesmo participado na guerra. Embora os números variem, de historiador para
historiador, estima-se que entre 50 e 56 milhões de pessoas perderam a vida
diretamente no conflito, e neste caso apenas um dos senhores sentados, dizem
que se suicidou, haja coragem!
- Como?
Negando auxílio por exemplo aos navios que tentaram
salvar milhares de judeus, e em última instância por ter levado cinco anos a assobiar
para o ar, …está lindo o dia hoje não está? Afinal não são só as balas que
matam, não é verdade!?
1962, seja, 17 anos depois, em Africa do Sul é detido e
preso Nelson Mandela, vivia-se ai um regime de apartheid, uma jeito de
escravatura encoberta, uma vez que dizem que esse estado havia terminado no
mundo, (na verdade foi um processo DEMASIADO lento, ele teve inicio por volta
de 1500 e qualquer coisa e em 1900 ainda e uns pauzinhos havia ainda estados
com escravos legalmente falando, porque desengane-se quem acha que a
escravatura realmente terminou, e nem uma coisa de cor é hoje em dia) em 1990, quase
três décadas depois Nelson Mandela é libertado, não porque o estado de Klerk
tenha achado que era uma injustiça ter aquele homem preso, mas porque áfrica
estava a aquecer, e não era coisa da alteração climática, quando muito era
coisa da alteração do clima de consciência de um povo.
Seja tivemos duas guerra antes de Mandela, (e Mandela é
apenas um exemplo, porque nos EUA por exemplo 10 anos depois do fim da 2ª Grande
Guerra, o estado das coisas então, achava – talvez ainda ache, não sei – que negros
e judeus não era a mesma coisa, e por isso decidiu em 45 apoiar e intervir para
o fim da guerra, mas nada de dar LIBERDADE ás pessoas negras do seu país) e o
mundo que de uma forma ou outra sentiu os efeitos de uma guerra, das questões
do separatismo, da exclusão, da fobia social exercida seja em que direção for,
são más para uma vida saudável, produtiva, pacífica,…
Dito isto chegamos aos anos 2000, e o que aprendemos? Um
redondo NADA, na verdade bem bicudo este NADA!
O mundo, um pouco por toda a parte, continua a
classificar as pessoas segundo a cor da sua pele, a sua origem social, o seu status,
a sua orientação sexual e ou identidade de género, segundo o seu género (todos
são lamentáveis, mas este nem sei o que pensar sobre ele), o mundo continua a
colocar as pessoas em prateleiras ou gavetas (se preferirem) segundo estes e
outros itens abrindo-lhes e fechando-lhes desta forma as portas.
Será uma coisa de quem governa pensaríamos, ou poderíamos
pensar nós, tipo chegam ao poder e são afetados por algum vírus que
desconhecemos que os leva a ignorar um percurso feito por eles com promessas de
um mundo mais igualitário, no sentido de equidade, mas também uma amnésia total
sobre a história contemporânea do mundo, (isto para não falarmos de outro massacre,
o de Leopoldo II que matou mais de 20 milhões de congoleses, na era de 1800,
vêm como somos atávicos, não espanta 1914), e por isso enquanto seres humanos
aqui e ali, continuamos (uns mais que outros) a achar que uns tem mais direitos
que os demais, que há cores de pele, origens sexualidade e sexos com merecedores
de menos privilégios que os demais, e por ai vai, porque ensinamos as
conquistas de reis e rainhas como coisas boas, obliterando da história os
massacres, as pilhagens, as violações, o perverter de culturas únicas, em
beneficio de ideologias sociopolíticas resultado de construções muitas vezes
perversas, egoístas subversivas, tiranos da liberdade alheia, porque a sua é
que conta!
E assim vamos repetindo a história do mundo, uma e outra
vez, e achando que somos o animal, a espécie mais evoluída, e consciente, …quem
terá aberto as portas da casa amarela?
Muito bom!
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