A Depressão e ansiedade sai caro!
(photo by: jpaulo2k1)
Já ando para escrever sobre este assunto faz algum tempo, afinal não é à toa que Portugal é um dos países que mais consome antidepressivos, afinal em sete anos (2000/17) o consumo destas substâncias mais que triplicou, e em 2021 só as Islândia consome mais antidepressivos que nós.
Mesmo a Islândia estando em
terceiro lugar na classificação dos países mais felizes do mundo, o que torna a
questão do consumo de antidepressivos um dado passível de se especulação, seja,
será que são mais felizes que nós porque consomem mais antidepressivos? É só
uma questão!
Se a razão de felicidade é o
consumo, se calhar temos de consumir ainda mais, dado que estamos na quinquagésima
quarta posição no ranking de felicidade.
Não será uma questão de riqueza
porque olhando o PIB nominal de casa país Portugal está em 20º lugar enquanto a
Islândia na 36ª posição, seja parece que a droga está a ganhar à economia.
Mas olhando por outro prisma, a
depressão e ansiedade são de fato sentimentos caros, e serão tanto mais caros
consoante a carteira de cada um, e com consequências tão disparas como as
personalidades de cada um, já todos reagimos mais ou menos de forma bem
diferente aos mesmos estímulos.
Assim, a tendência é compensar as
nossas frustrações por vias diferentes, uns matam-se nos ginásios quase até
colapsarem, outros descarregam verbal e ou fisicamente nos demais que os cercam
tenham ou não qualquer tipo de ligação afetiva, ou apenas atrevessem o caminho
de alguém nesse estado na altura errada. Outros ainda (como eu) comem muito
mais, e nada saudável, ou sentem uma necessidade quase impossível de controlar
de comprar, comprar seja o que for, para nós ou para os outros.
Se olharmos que estes impulsos
quase nunca serão racionais, tenderemos a comprar coisas que não precisamos, ou
a ingerir demasiado a ponto de elevar os nossos níveis de açúcar no sangue,
colesterol e outras variáveis que interferem com a nossa saúde e que posteriormente
nos levam ao médico, ou médicos das diferentes especialidades, se por ventura
não colapsarmos primeiro, com alguns daqueles ataques identificados com siglas
como AVC, AIT e outros que existam e que resultam de consumos abusivos de
determinadas substancias ou alimentos, ou por saturação do sistema nervoso que
aceleram esse musculo chamado coração a ponto de nos atirar para o sofá se não
para o chão.
Os custos financeiros destes
sentimentos são avultados, em certos casos podem ser ruinosos, por exemplo que
descarrega essas frustrações numa mesa de casino ou numa slot perto de si.
Assim o único que sai bem neste
esquema de compensação é mesmo os diferentes comércios, que ganham com a infelicidade
dos demais.
Dado isto, penso que devíamos TODOS
estarmos mais atentos uns aos outros, mostrar maior disponibilidade para
escutar, para abraçar, para beijar, para respeitar o tempo dos outros, e não
impormos o nosso, ou acharmos que os nossos lamentos são mais insuportáveis ou
mais dolorosos que os lamentos e o penar dos demais que no cercam. Afinal não
sentimos da mesma forma o calor do sol, ou a brisa da lua.
Mas se nos olharmos com frieza e
com verdade vamos encontrar uma conta alta em qualquer dimensão da vivencia das
nossas frustrações, lamentos, depressões.

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