Acordem! (amanhã será tarde)

 



(Photo by: Depositphotos)


Acordem!

 

Um dia vamos acordar

Aliás vamos todos acordar

E sentir o cheiro real da merda

 

A merda do chefe

Que usa o título para afogar a frustração

De ter pila pequena

Ou da mulher lhe por os cornos

 

O cabrão do taxista

Que em meia dúzia de kms

Diz mais palavrões

Que litros de combustível gastos

Para chegar ao algarve

 

Todos vamos acordar

E inalar esse cheiro

Nauseabundo

Desses mortos-vivos

Comentadores, “opinion makers” de merda

Que opinão do que nunca viveram

Que incitam a todos os ódios

Porque o tacho deles está garantido

 

Já para não falar de alguns

FDP

Que aos olhos dos comuns mortais

Surgem bem vestidos e de palavras

Mansas e caras

Mas que na verdade são uma fraude

 

Um dia vamos acordar

Olhar para o lado e perceber

Que passamos a vida TODA

Preocupados com o pormenor

 

Acordamos e damos conta

Que vivemos mais a vida dos outros

Que a nossa

 

Acordemos então

Tomemos um banho

Limpemos essa sujidade

Esse cheiro

 

Olhemo-nos no espelho

E vejamos quanto lindos somos

Descubramos novos interesses

Apoiemos sem nos intrometermos

Abracemos porque sim

Não porque fica bonito

 

Vamos vestir o que gostamos

Não o que nos dizem ser moda

Gritemos as nossas ideias

Escutemos a opinião dos outros

 

Acordem

Mas acordem hoje

Para que amanhã

Às portas da morte

Não descobrirmos que afinal

Não vivemos

 

(João Paulo; 28 Jul 2014)

 


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