Nostradamus quantos fins teremos?
Segundo Nostradamus, as suas previsões apontam de forma persistente que o fim será com fome, peste, e ou a guerra entre o este e oeste, e a análise que os autores do programa fizeram foi que estes eventos de fome, peste e guerra ditaram o fim de civilizações como os Maias e os Rapa Nui, como previu Nostradamus. Contudo quando observamos a descrição do fim destas civilizações, concluímos algo que para mim é obvio, e que nos remete até a um velho provérbio português:
“Quando não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!”
Então
ambas as sociedades que serviram de exemplo na análise do programa, foram
sociedades prósperas, e que se multiplicaram exponencialmente graças não só a
uma evolução tecnológica avançada para o seu tempo, mas claro está também
graças a uma organização, digamos “metódica”, que permitiu ambas as sociedades
prosperarem em números que não apenas em riqueza e cultura.
Uma
das coisas que aprendemos em economia, é que a matéria-prima é limitada, e isso
quer dizer que por muito organizados e evoluídos que sejamos, essa matéria-prima,
no caso água potável e alimentos, vai chegar a um ponto de exaustam, seja, vai
chegar ao seu limite, um limite que pode não só surgir devido a eventos naturais,
mas também como reflexo desse aumento exponencial da população, afinal de
contas uma maça, tem limites na sua divisão, tendo como objetivo alimentar.
Então
comecemos pelo povo Rapa Nui. Este povo quando chegou à Ilha da Páscoa encontrou
uma ilha desabitada de seres humanos, mas repleta de recursos, encontra uma
ilha coberta de palmeiras, e uma reserva de água potável imensa na cratera de Rano
Kau. Penso que é do conhecimento geral que o ser humano tendo água potável, tem
forma de sobreviver, porque água é vida, e o ser humano é um animal pleno de
recursos. Assim foi, os poucos que ali chegaram em frágeis canoas,
transformaram-se em milhares distribuídos pela ilha. Bebendo todos da mesma
água, mas mesmo com as chuvas a reporem alguns níveis, um evento que os cientistas
desconhecem até ao momento, fez secar a grande cratera de Rano Kau, e com isso
privar essa sociedade de água potável disponível.
Outro
evento que se deu com os Rapa Nui, foi a deflorestação da ilha. A até então ilha
superpovoada de palmeiras, torna-se deserta, uma vez que o uso da madeira de
forma desregulada para construção de habitações e embarcações, tornou a ilha
com o aspeto que hoje conhecemos.
Sem
água potável, veio a fome, e uma demanda de sobrevivência que levou os Rapa Nui
a alimentarem-se dos ratos presentes na ilha, mas como disse antes, os bens são
limitados, e parece que também os ratos acabaram, e como resultado dessa
demanda de sobrevivência um lado da ilha entra em guerra com o outro lado,
(guerra entre o Este e o Oeste – Nostradamus), e pronto, quer o programa, quer
muitas outras vozes que já escutei, dizem, “tal como Nostradamus previu”.
Gente
eu não quero destruir essa vossa crença, mas não acham que não precisamos de um
iluminado para constatar o “the fucking obvious”, ou seja, que quando os
recursos chegam ao seu limite, até à sua extinção, tal resulta em fome,
a fome debilita os corpos suscetíveis a doenças, e pestes, e que perante
este descalabro, e por uma questão de sobrevivência os povos se enfrentam em guerras,
na luta por recursos por si só já em processo de desaparecerem, eu penso que
isso é mais que óbvio, e já o digo faz algum tempo.
Um
breve recorte sobre este assunto. Um amigo meu disse que chorou ao ver o filme
2012, questionei porquê, e ele disse que ver as pessoas a serem engolidas pela
terra de alguma forma, o deixou sensibilizado. Perante a firmação dele eu criei
um cenário que partilhei com ele, este:
Num
evento daqueles vai com toda a certeza haver sobreviventes, (que não aqueles
das arcas), que naturalmente se vão agregar em pequenos grupos, porque o ser
humano é um animal gregário, e também porque em números a potencialidade de
sobrevivência é maior, perante uma calamidade daquela dimensão. Continuei,
agora imagina que um grupo de pessoas descobre uma lata de feijão e decide
partilhar entre si, um outro grupo de pessoas aproxima-se, e ao invés de criar
a hipótese de partilharem a lata de feijão, vão matar o grupo mais fraco, e
ficar com a lata para si. Observar o comportamento “animal” de sobrevivência,
não é preciso ser-se Nostradamus, basta ter noções do comportamento animal, e
no caso do ser humano. Olhemos a natureza, os leões roubam às hienas a suas
presas, assim como as hienas quando em grupos maiores, conseguem roubar as presas
aos leões, seja, números e força, ditam a sobrevivência, que quase que
inevitavelmente surge através do conflito.
A
verdade é que a civilização Rapa Nui foi extinta, e a razão certa dessa extinção
antropólogos, geólogos, e demais comunidade científica ainda não tem uma
explicação, nem parcial, por isso menos ainda definitiva.
A
outra civilização em foco, é a mesma que muitos de nós, sempre ouvimos ser
descrita como uma das mais evoluídas, ricas, organizadas e prósperas
civilizações, os Maias.
Esta
muito mais vasta que os Rapa Nui, os Maias estendiam o seu território entre o
Golfo do México e o Oceano Pacifico, num desenho salpicado por várias cidades,
sendo que todas elas se apresentavam prósperas. A gestão do espaço, e o seu conhecimento
das estações, permitiu esta importante civilização ter a capacidade de produzir
alimento para os milhões de habitantes. Sendo assim a questão que a comunidade científica
apresenta, e que até ao momento, tal como para os Rapa Nui, ainda não tem uma resposta
definitiva é: como é que uma civilização com tão elevado conhecimento, e
capacidade produtiva, desaparece?
Segundo
os senhores da produção deste programa, tudo começou com o “décimo oitavo
coelho” ou “Waxaklahun Ubah K’awil” rei de Copán, que segundo as gravuras foi
assassinado. Não recordo se no programa explicaram de alguma forma, até por meio
de hipóteses, o porquê do assassinato, mas eu fiquei com uma questão por
responder. Se Copán era uma cidade tão próspera, se o seu povo estava bem
alimentado, se não havia conflitos, porquê matar o seu rei ou governador?
A
resposta segundo o meu ponto de vista é só uma, poder!
Com
o assassinato do “18º coelho”, deu-se a expressão meio, meio, de mais um ditado
popular:
“Patrão
fora, feriado na loja!”
Quero
dizer que com o assassinato de quem geria, governava, o território ter-se-á
dado uma luta pelo poder, descuidando assim toda a organização necessária na
produção e preservação do alimento. Depois como as lutas, as guerras, pelo
poder nunca parecem ter um fim, porque não há poder que chegue, o ser humano
quer sempre mais, podemos vislumbrar guerras entre as cidades Maias, com
sentido de trocar, por assim dizer, o líder máximo. Logo, se não se produz, o
alimento escasseia, se escasseia, leva à fome, a fome à doença e a peste,
(também alimentada por cadáveres, consequência da guerra), e mais uma vez o
programa, mas também a comunidade científica, em outros programas do género,
dizem que foi uma das previsões de Nostradamus, e andamos assim ás voltas.
Nostradamus
pode até ter previsto muitos dos eventos havidos até ao momento, chegou mesmo a
dar nomes, errou o nome de Hitler por uma questão de gramática, mas esteve
muito próximo.
"Bestas
ferozes de fome atravessarão os rios,
A maior parte do campo de batalha estará contra Hister.(Hitler)
O grande será arrastado em uma jaula de ferro,
Quando o filho da Alemanha nada observar."
Contudo
as previsões feitas por Nostradamus, apresentam-se a mim, pelo menos, como óbvias
na sua sequência, seja, de que haverá, fome, peste, guerra. As lutas por sobrevivência
e ou poder tem como consequência esse tipo de dimensões, quase que
inevitavelmente, logo não as entendo, enquanto sequência, como algo assim tão
extraordinário, capaz de apenas por aí nos dar uma ideia do que vem a seguir.
Recordam-se
de que andávamos todos meios a ver se vai, quanto ao ano 2012, sendo que este
ano surgia quer nas previsões dos Maias como em Nostradamus!? 2012 seria o
alinhamento dos planetas como exibia Hollywood e por conta disso o mundo colapsava,
e nunca mais o planeta seria o mesmo.
Estamos
em 2024, e então a interpretação que hoje reina sobre esse ano 2012, é que ele
afinal se apresentava como o anúncio do início de uma nova era. Podemos aceitar
essa versão, se olharmos para o que tem sido a corrida tecnológica, podemos de
certa forma encontrar resposta nessa previsão, com o surgimento de ferramentas
inteligentes, hoje conhecidas por IA, e a evolução que a mesma tem sofrido
quase de dia para dia.
Assim
um olhar mais amplo, aponta 2012 como o ano de eventos como a descoberta do Bóson
de Higgs, a popularização dos smartphones e avanços na exploração espacial
podem ser interpretados como transformações significativas, alinhadas com a
ideia de um "ponto de viragem" sugerido pelo calendário Maia e pelas
interpretações das profecias de Nostradamus.
Ainda
avaliado no programa, foi também a previsão de que:
"Uma grande estrela por sete
dias queimará,
Uma nuvem fará dois sóis
aparecerem,
O grande mastim uivará toda a
noite,
Quando o grande pontífice mudar de
terra."
Este
refere-se ao fim do mundo provindo da queda de asteroide na terra com
proporções apocalípticas, é aliás um dos temas mais debatidos e observados por
cientistas em diferentes áreas e astrónomos em particular, que apontam que não
se trata de “se”, mas antes “quando”, porque é certo que vai acontecer, a menos
que até lá obtenhamos tecnologia capaz de impedir tal colisão, …mas será que
chegamos a esse ponto!?
No
programa antes de chegar a um meteoro em específico eles explicam a dimensão da
coisa, dando conta de um famoso meteoro das redes sociais. Lembram aquele que
varreu as redes sociais com imagens de vários ângulos provindas da Rússia, onde
um meteoro de apenas 20 metros colidiu com a terra? Pois bem essa queda terá
dado origem a cerca de 1500 vítimas. Se tivermos em conta o trabalho de pesquisadores
da Universidade de Manchester, cerca de 17 mil meteoritos caem sobre a terra diariamente.
Verdade que muitos pela sua dimensão chegam ao solo, tendo o tamanho de uma moeda,
outros um pouco maiores. Mas olhando que um meteorito de 20 metros causou 1500 vítimas,
podemos ter uma ideia do que um outro de maior dimensão pode fazer.
Os
astrónomos estão de olho num em particular, denominado como “Bennu”. Este meteoro
tem sido observado com muita atenção e segundo os astrónomos a previsão de colisão
com a terra será entre 2175 e 2196.
Querem
adivinhar o que prevê Nostradamus? Segundo o mesmo programa, o nosso astrónomo francês
previu a chegada talvez de Bennu para depois de 2012, 177 anos, 3 meses e 11
dias, seja para abril de 2190, ou seja, cabe perfeitamente no intervalo
apresentado pelos atuais astrónomos 2175________2190____2196.
Recordam
que o meteorito da Rússia com 20 metros causou 1500 vítimas, convém por isso
saber qual a dimensão de Bennu, este tem 525 metros de diâmetro, penso que deve
fazer um belo de um estrago, …
Verdade
que tudo isto além de assustador, e até arrepiante que alguém previu tudo isso,
é uma realidade confirmada pela ciência. Seja, o meteoro vai mesmo cair, e
Nostradamus embora terra errado no nome do mafarrico da segunda guerra mundial,
a verdade é que houve de fato um belzebu que exterminou milhões, e por isso
pergunto-me, perguntando-vos.
Será
que chegamos aí, ao ano de 2190 para como disse Albert Einstein “esperar para
ver” se de fato o dito chega cá?
Olhando
que no dia primeiro de fevereiro a Ucrânia estava em paz e no dia 4 foi
invadida sem razão alguma, e que essa guerra perdura, e se agrava todos os
dias, acham mesmo que chegamos a 2190?
A
iminência de uma guerra de grandes proporções, ou mesmo uma 3ª Grande Guerra, é
muito real, e está muito presente a nível mundial (diria), olhando o humor das
pessoas, observando determinadas atitudes.
Chegamos
a 2190, tendo em conta que se prevê que 2027 (daqui a dois anos) se apresente sem
gelo no Ártico, com todas as consequências ambientais que isso representa, no
comportamento destrutivo do tempo?
Eu
pessoalmente ia gostar de ter a certeza de que o mundo ainda terá mais ou menos
um século e meio de vida, que desejo fosse em paz, mas olhando o mundo, penso
que não nos precisamos de nos preocupar com 2190, que será melhor nos
preocuparmos com o presente, no sentido de um futuro mais próximo sustentável. Até
porque segundo os escritos de Nostradamus e as interpretações efetuadas pelos
estudiosos outros eventos devastadores estão para acontecer antes de 2190,
eventos como:
Terceira Guerra Mundial
"Por discórdia e negligência francesa,
Será aberto o caminho a Mahomet.
Terra e mar de sangue, os céus sendo injustos,
Pisa-se o céu, o porto e a costa."
Grande Terramoto
"Sol
vinte graus de Touro haverá grande terremoto,
O grande teatro cheio será destruído:
O ar, céu e terra escurecidos e perturbados,
Quando o infiel invocar a Deus e os santos."
Fome e Colapso
Econômico
"A
grande fome que sinto se aproximar,
Frequentemente voltará, será mundial:
Tão grande e longa que arrancarão raízes
E arrancarão do chão as crianças do peito."
Avanços
Tecnológicos Nefastos
"A
máquina voadora cairá do céu,
Homens modernos serão aprisionados,
Uma grande invenção virá para o mal,
O céu será escuro por três noites consecutivas."
Perante
tudo isto, que tal abraçarmo-nos mais, convivermos mais, apoiarmo-nos mais,
sermos mais uns para os outros, porque esse final, tenha ele o rosto que tiver,
não discrimina ninguém com base e nenhuma das nossas características, quando
chegar chega com a força toda e será devastador.
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