LIBERDADE, quanto custou, quanto vale; ...de que LIBERDADE estamos a falar, porque a usam para nos tirar a LIBERDADE!?

 




LIBERDADE, quanto custou, quanto vale; ...de que LIBERDADE estamos a falar, porque a usam para nos tirar a LIBERDADE!?


A LIBERDADE, escrita em maiúsculas para enfatizar a sua importância e magnitude, é um conceito que atravessa séculos, inspira revoluções e molda sociedades. Mas, afinal, quanto custou e quanto vale essa tão almejada LIBERDADE? E, em tempos contemporâneos, de que LIBERDADE estamos realmente a falar, quando frequentemente a usam como pretexto para nos privar da própria LIBERDADE?


A história da humanidade está repleta de lutas pela LIBERDADE. Desde as revoluções que derrubaram monarquias absolutas até aos movimentos de descolonização, povos inteiros sacrificaram-se em prol da autonomia e autodeterminação. A Revolução Francesa, por exemplo, ergueu os ideais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", mas a que custo? Milhares perderam a vida na guilhotina e nos campos de batalha para que as gerações futuras pudessem desfrutar de direitos fundamentais.

Simone de Beauvoir afirmou que "O homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade." Esta reflexão leva-nos a ponderar sobre os limites intrínsecos da LIBERDADE e o preço que pagamos para a alcançar e manter.


Mas qual é o verdadeiro valor da LIBERDADE? Para muitos, é um bem inestimável, a essência da dignidade humana. Nelson Mandela, que passou 27 anos na prisão lutando contra o apartheid, declarou: "A liberdade é um dos bens mais preciosos da humanidade." Este testemunho ressalta que, mesmo diante das adversidades mais extremas, a LIBERDADE permanece como uma chama inextinguível no espírito humano.

Aristóteles também nos lembra que "A liberdade é como o ar que se respira, só damos valor quando nos falta." Esta metáfora enfatiza que muitas vezes só reconhecemos o verdadeiro valor da LIBERDADE quando ela nos é retirada.


No entanto, a LIBERDADE é um conceito multifacetado e, por vezes, manipulado. Isaiah Berlin distinguiu entre "liberdade negativa" e "liberdade positiva". A primeira refere-se à ausência de interferências externas, enquanto a segunda diz respeito à capacidade de realizar os próprios objetivos. Esta dualidade levanta a questão: que tipo de LIBERDADE estamos a perseguir?

No mundo contemporâneo, assistimos a discursos que exaltam a LIBERDADE enquanto, simultaneamente, implementam políticas que restringem direitos individuais. Raymond Aron alertou para a ambiguidade do termo "liberdade" e como ele pode ser usado para justificar agendas contraditórias. Assim, é imperativo questionarmos: estamos a ser libertados ou subjugados sob o pretexto de uma falsa LIBERDADE?


Um dos paradoxos mais inquietantes é o uso da LIBERDADE como ferramenta de opressão. Noam Chomsky introduziu o conceito de uma "quinta liberdade": a de saquear e explorar. Segundo ele, os detentores do poder frequentemente invocam a LIBERDADE para justificar ações que, na realidade, restringem as liberdades dos outros.

Angela Merkel expressou preocupação semelhante ao afirmar: "Estou preocupada, temos de cuidar da LIBERDADE" (El País)  Este alerta sublinha a necessidade de vigilância constante para que a LIBERDADE não seja corrompida e transformada em instrumento de dominação.


Diante deste cenário, é crucial que nos unamos em defesa da verdadeira LIBERDADE. Karl Popper defendia mudanças graduais e a importância de uma sociedade aberta para preservar a democracia e a liberdade. Este é um chamado à ação para todos nós: questionemos, debatamos e resistamos a qualquer tentativa de subverter a LIBERDADE em nome de interesses escusos.

Como cidadãos, temos o dever de proteger a LIBERDADE, garantindo que ela não seja usada como pretexto para nos privar dos nossos direitos fundamentais. A LIBERDADE, conquistada com sacrifício e valorizada como um tesouro, deve ser constantemente vigiada e defendida contra qualquer forma de tirania.

Em suma, a LIBERDADE é um bem precioso que exige de nós uma postura ativa e consciente. Devemos estar atentos às nuances e manipulações que a envolvem, garantindo que ela permaneça um direito inalienável e não uma ferramenta de opressão. Somente assim poderemos honrar o legado daqueles que lutaram por ela e assegurar um futuro onde a verdadeira LIBERDADE prevaleça.


Enquanto acharmos que o problema é dos outros, daqueles ali, enquanto acharmos que só tem de se preocupar  com as enchentes quem vive junto ao mar ou nas margens do rio, vamos acabar TODOS por acordar com os pés molhados!

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