Porque é dia de eleições - iliteracia um nível sério de ignorância!

 



Bom, gente boa, o dia de hoje é de eleições, temos que escolher de novo quem nos vai “governar”, devido a um “lapso” ético de quem nos “governava” até aqui. Antes mesmo que me questionem sobre o fato de “governar” está entre aspas, aqui fica o esclarecimento, é que depende do ponto de vista, e se para uns poderá até existir algum senso de governação, outros haverá que não. Quem tem razão? São outros quinhentos, e seria um debate sem vencedores nem vencidos, porque somos isso mesmo, uma amalgama de pessoas tão diversas que teremos uma ideia do que seria menos mau para cada um de nós, mas na verdade o menos mau para uns não tem, e que satisfazer os outros, …quando muito num debate desses, poderíamos eventualmente chegar a um meio termo, o encontrar dos pontos comuns e avançar a partir daí.

 

Porque é dia de eleições, o arrepio frio espinha acima, dá-se aqui e ali, porque se tem coisa que graça na nossa sociedade, e não me refiro apenas à tugolândia, mas sociedade como um todo, é a iliteracia, …não, não é aletria, e sim a incapacidade de saber compreender aquilo que se lê, quando se sabe ler, porque saber ler e entender o que se lê não é a mesma coisa embora tenha quem assim pense, porque sofre logo à partida de iliteracia!

 

Não sei onde, porque limitei-me a copiar o que foi escrito e segui em frente, porque o que foi escrito despertou em mim uma certa urticária e, as minhas campainhas críticas entraram em modo de alarme. Depois as citações que vou usar, não são provindas do mesmo lugar. E uma delas dado quem foi a pessoa que escreveu, ressaltou num ato continuo a “desamigar” a pessoa da minha rede social.

 

Quando foi a eleição no Brasil de Bolsonaro, fiz uma limpeza nas minhas redes e até com amizades que tinha com pessoas que apoiavam esta pessoa, recordo que uma dessas pessoas, uma menina (senhora) que desestabilizava até a mim com a sua beleza, exuberância e sensualidade, foi na cara mesmo. No momento em que ela em conversa comigo me diz apoiar o individuo e ele era o melhor para o país de onde havia “fugido”, eu lhe disse na hora: Oi! Desculpa, eu gosto muito de ti, mas nossa amizade termina aqui! Façam favor de serem felizes!

E fui, sai de perto, não desejo mal algum, mas não posso aceitar ainda por cima de uma pessoa que não tendo encontrado resposta para a sua vida no seu país, não perceba, não consiga ler as entrelinhas, ou mesmo as linhas, porque estava escancarada a ignorância abismal daquele Scaramouche do século XXI (21).

 

Da mesma forma, não aceito que esteja na minha lista de amigos, mesmo que virtual alguém que vivendo uma condição idêntica à minha, quero dizer, alguém que é homossexual, e vive uma relação afetiva com outro homem (desconheço se casados ou não), venha apelar ao voto no Scaramouche tuga, o mesmo que tem no seu programa eleitoral diz querer “combater os estereótipos anti-família natural…”, e uma abécula LGBT+ achar que está com o candidato certo que o vai salvar do que quer que seja que esta “abinstema” por ventura se queixe.

A este tipo de pensamento, aquele que coloca na mão do carrasco, o machado que o decepará no futuro tem dois nomes, ou três. NUNCA leu o referido programa, o que faz dele uma vitima do populismo político, da mentira, aliás uma das características dessa personagem o tal de Scaramouche. Outra hipótese é ter lido o referido programa, e não ter entendido nada, e isso faz dele uma pessoa que embora saiba ler, não sabe entender o que lê. O que faz dessa pessoa também alguém desprovido de sentido critico, do tal saber ler nas entre linhas daquilo que está escrito e daquilo que é dito. Por último resta-me acreditar que lamentavelmente a pessoa não passa de um energúmeno (Sujeito sem conhecimento, que age como um boçal; imbecil, ignorante), e por isso uma pária (coisa perdida), que basta uma publicidade qualquer a dizer que o artigo é de luxo que está feito, mesmo sendo de barro tosco.

Antes que chegue as 00h. Vota no que achas que vai fazer a diferença. Mudar o sistema está nas tuas mãos. Eu voto Scaramouche” (disse-o) num post, …não sou obrigado a aturar isto, FUI! FOI!

 

Mas as redes sociais estão preenchidas não apenas de “fake news”, mas de imbecis que as subscrevem, apoiam com comentários, na sua maioria tão absurdos como a própria “fake news”, quando na verdade também nas redes sociais com um pequeno esforço intelectual (sim, já sei, estou a pedir muito), é possível averiguar a veracidade daquilo que se lê.

 

Então num outro post penso que também de apelo ao voto num determinado sentido que não no sentido de Scaramouche, esse apelo apontava o sabor do fel que é o fascismo, e nos comentários, por sinal alguns com sentido, encontro isto:

 

Pergunta A: “que é o fascismo?

Responde Y: “um doce de amêndoa kkkkkk

 

Na minha modesta opinião, penso que NUNCA devemos levar o fascismo com leveza, achando que dá para rir, vão por mim,   porque quem o viveu, que não foi o meu caso, dado que quando ele ainda existia eu vivia a LIBERDADE de ser criança, dado que nasci em 1968, (quase que era).

Tinha por isso seis anos quando se deu, o 25 de abril de 1974, estava no ensino primário, e nesse mesmo ano, nasce a minha irmã a 21 de novembro, e recordo levemente, de ouvir a minha mãe a caminho do antigo hospital de Matosinhos, quando me deixaram no passeio de acesso à escola: “Meu filho vai direitinho para casa depois da escola, não fales com ninguém, que a mãe vai buscar uma Maria”, (esta da Maria é privada).

Mas conheço a história, e sempre gostei de escutar os mais antigos falarem da sua experiência de vida, e o senhor meu pai viveu o tempo da mordaça, como viveu o meu falecido sogro que chegou a ser preso pela PIDE DGS, como devorei histórias daqueles que fizeram arte nesses tempos conturbados, onde o lápis vermelho, que na verdade era azul, surgia como um meio caminho entre a mordaça e a prisão. E talvez por isso mesmo eu pessoalmente dê tanto valor a esse sentimento, essa vivencia, esse sentido, chamado LIBERDADE, e por isso o escrevo de algum tempo a esta parte sempre em maiúsculas, porque, de novo, acreditem, não há bem mais precioso numa sociedade, que a LIBERDADE.

Mas porque não gosto de deixar ninguém sem resposta (bem não é bem verdade, cada vez mais prefiro o silencio, e o emprego do meu verbo, em coisa, e situações que me dão gozo, que me proporcionam momentos de algum bem-estar e conforto), aqui fica algumas respostas à pergunta de A:

Quanto ao dicionário a definição de fascismo é: “Doutrina e regime político autoritário e nacionalista, que exalta o Estado, reprime as liberdades individuais, rejeita o liberalismo e o marxismo, e se caracteriza pelo culto do chefe e pela repressão violenta da oposição.”

 

Mas a verdade é que a sociedade não se rege apenas por dicionários, ela é brindada com pensamento, espirito critico, um punhado de seres que gostam de estudar, observar, refletir sobre determinadas dimensões da vida e da vida em sociedade, e por isso procurei também definições filosóficas e sociológicas, assim filosoficamente, o fascismo é interpretado como uma reação contra os ideais iluministas, democráticos e liberais, (no mais visível, é oque estão a viver os nossas irmãos nos EUA, neste preciso momento) que assentam na razão, no progresso e na igualdade. É uma negação radical do pluralismo e da autonomia individual, a favor da supremacia do coletivo — geralmente corporizado no Estado, na Nação ou no Líder.

O filósofo italiano Giovanni Gentile, que foi o ideólogo (quem cria a ideologia de…) do fascismo de Mussolini, defendia que:

"Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado."

Isto resume a fusão total entre Estado e indivíduo — dando lugar à anulação da diferença e da LIBERDADE em nome de uma ideia absolutista de Nação.

Mas por defeito de formação, não poderia deixar de fora a visão sociológica da coisa, e assim sociologicamente, o fascismo é frequentemente visto como: Um movimento de massas, ultranacionalista, geralmente com raízes na pequena burguesia ou em setores empobrecidos, que procura restaurar uma ordem perdida, usando a violência, a propaganda e o medo como instrumentos de mobilização e controlo.

Um dos autores que tive o prazer de conhecer, mesmo que ao de leve na minha formação, Theodor Adorno, fez referência num estudo clássico sobre a personalidade autoritária, chamando-nos a atenção de que “O fascismo começa na rejeição do pensamento crítico e floresce na obediência cega.”, por isso que é tão importante olhar em volta antes de acreditar em tudo que nos vendem. Imaginem que estão a roubar malas numa loja chique, convém olhar não apenas para o empregado, mas também de tem câmaras e ou algum dedo duro que nos aponte. Que é como quem diz, não é porque nos dizem que isto ou aquilo é bom, que devemos comprar, até porque todos podemos ter um carro de alta cilindrada, mas teremos vida para o sustentar?

 

Mas quero também deixar uma nota à resposta da Y! O cianeto dizem que tem um sabor meio que amêndoas doces, no entanto engana-nos com essa fragrância palativa e ceifa-nos a vida num instante, vivido com grande agonia! Talvez por isso, não devemos viver esse “doce de amêndoa” chamado fascismo.

 

Termino com um outro assunto que embora pareça diferente, é na minha perspectiva muito próximo desse tal “doce”.

Recentemente, não vai mesmo assim à tanto tempo (27 abril 2025), escrevi no meu FB que “Enquanto houver um partido, religião ou grupo com um "MAS" na sua retórica ...nenhum representa o POVO!.

Dito isto, bastaria para responder a um outro comentário que li quanto ao fato de ser hasteada a bandeira LGBT+ na fronte de instituições representativas do Estado, e mais concretamente, instituições que “zelam”, mesmo que alegadamente, pelos munícipes de cada região.

Dizia o comentário, que transcrevo na integra: “Entao qualquer comunidade teria esse direito da sua bandeira estar asteada .”, e isso para mim, nem se quer é uma questão, dado que penso como escrevo. Seja qual for a força política da minha região, sentada no poder autárquico, ela está para zelar, representar, estar atenta, às necessidades de TODAS as pessoas que integram o seu município, logo se essa pessoa que preside essa localidade quer ser, integracionista, quer dar relevo à composição diversa da sua freguesia, do seu município, devia SIM hastear se requerido, se pedido, se questionado, outras bandeiras.

 

Por exemplo, a comunidade cigana em Portugal que comporta aproximadamente 47,5 mil pessoas (2023), poderia e deveria solicitar que as freguesias e ou autarquias onde a sua presença é uma realidade numérica significativa, e mesmo que não, se acha que a sua comunidade está a ser negligenciada pelo poder instituído, deve organizar-se e porque não solicitar que num destes dias a sua bandeira seja hasteada, só terão de se decidir entre ser hasteada na data internacional ou na data nacional, seja, 8 de abril ou 24 de junho respetivamente.

Já sinto o frison do questionar, então daqui a nada temos a bandeira do Bangladesh hasteada na junta de Arroios! E eu respondo: Porque não!? Esta freguesia tem uma comunidade forte de pessoas oriundas dessa geografia? Há um dia de comemoração da sua nacionalidade? Portugal tem uma data para celebrar esta comunidade?

 

No passado Portugal tinha como “seu” passado com Angola, Moçambique, Goa, Timor, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, ou Timor-Leste, entre outras, por isso no dia 10 de junho nomeadamente na fronte da AR deviam ser hasteadas todas, estas e outras bandeiras.

Espera, não dá! Já não temos nenhuma colónia conhecida como sendo de administração portuguesa.  Aliás esta data de 10 de junho começou a ser celebrada lá no Estado Novo, como celebração do império, como se nós como outros colonialistas tivéssemos sido os bons rapazes que celebramos ser, dizia a época “Portugal do Minho a Timor”, mas hoje é destorcido o sentido inicial da coisa, e a data serve para celebrar os nossos imigrantes, os tugas que por décadas procuram lá fora o que o nosso país não foi capaz de lhes proporcionar, acrescidos daqueles que foram convidados pelos nossos “lideres” a imigrar, (que bom é ter memória, e a internet estar a funcionar).

 

Termino com uma ideia, somos 10.639.726 (2023) em Portugal continental e ilhas, acresce cerca de 1,6 milhões de imigrantes a residir no nosso país (2017), e temos cerca de 2,3 milhões de portugueses a viver como imigrantes em outros países, sendo estes dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Observatório da Emigração, que não sei se acolhe já os descendentes de tugas, que talvez não sejam já tão tugas como os seus pais, e talvez não o queiram ser, será que queremos mesmo, falar sobre imigração?




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