Que merda de gente é esta, que ri sobre a dor alheia? (1ªparte/cont.)
Mas que merda é esta gente que coloca imojis a rir num post que retrata humilhação, violência, extermínio? Quem é esta gente, onde está a piada, porque eu pessoalmente não a vejo, nem mesmo que eu fosse do grupo BDSM, porque até estes não acham piada nenhuma porque os seus atos assentam na confiança e no respeito pelo outro, por isso se conseguirem explicar-me, digam-me onde está a piada na noticia de que um homem disse a uma mulher que se ponha no seu lugar – ou que milhares de crianças e outras pessoas morram diariamente porque um qualquer assim decidiu, …onde…está a piada disso!?
Da mesma forma, por
que razão algumas pessoas se acham no direito de literalmente cagar leis sobre
a vida dos outros, porque esses outros não são, não estão de acordo com um
determinado standard de uma qualquer cartilha social e política? Onde foi que
ficou estipulado que todos éramos iguais? Onde é que o fato de me deitar com
alguém do mesmo sexo – por eu usar hijabe – ou a minha melanina dispensar o sol
para ser moreno, castanho, preto, interfere com a vida dos demais? A minha
orientação sexual pega-se? O meu lenço na cabeça (hijabe) incomoda porquê? A minha
cor da pele interfere com o teu dia porquê?
Que mentecaptismo
é esse que leva determinadas pessoas a se acharem superiores, intocáveis, perfeitas,
a ponto de acharem que tem o direito de castrar a vida dos demais, apenas
porque, e só pode ser por isso, as suas vidas são uma merda tal, tão cinzentas,
tão agarradas a protocolos bestas, tão vazias, que se acham no direito de
refletir todo esse vaco na vida dos demais!?
Não estou a dizer,
e nem sou a favor de que vivamos numa anarquia, mas a mim, pessoa de origens
humildes, que cresci sem água quente a correr nos canos lá de casa, em nada me
confunde que uma mulher trans use o WC das mulheres como em nada me incomoda
que um homem trans use o WC dos homens, incomoda-me sim que não tenham respeito
pelo espaço que é de todos e mijem fora do urinol ou deixem os papeis das mãos caídos
por todo o lado isso sim.
As regras sociais
importantes para uma sã convivência estão plasmadas em forma de lei, por exemplo
no nosso código penal (CP), e que são tão básicas como não roubar, não matar,
respeitar - dirão que não está nada disso no CP, mas eu
digo que está, porque se alguém praticar alguma dessas ofensas são punidos -
roubo – artgº210; matar – artigºs 131; 132; 133 - respeitar
– artgº 181…
E quem diz no CP
diz nas restantes leis, que quando pensadas havia uma estrutura social, e que
hoje essa estrutura é outra, e que eventualmente teremos de rever algumas delas
por exemplo no nosso código civil, código este que em lado nenhum limitam por
exemplo o uso do hijabe, nem poderia porque isso interfere com a liberdade
religiosa da pessoa.
E porque estou
numa de censurar (gostam? Não pois não!? Eu também não!) posições, atitudes,
posturas mesquinhas, lembrei dos que acham que os livros “agora” estão a
doutrinar as nossas crianças com ideologias censuráveis na nossa sociedade, a
essas pessoas, que devem achar que nasceram com o rei na barriga e uma lesma no
cérebro, tenho uma novidade para vos dar, os nossos trisavós, bisavós, avós,
pais e nós mesmos, já somos doutrinados desde o inicio, e entre os nossos
trisavós (não me apetece ir mais longe), e nós, essa doutrinação já mudou
imenso, o que era verdade no tempo deles, hoje não é minimamente aceitável para
quem se acha e diz, civilizado, inteligente, capaz, três coisas que tenho
dificuldade em encontrar em muito mal amado.
Vou dizer-vos o
que é doutrinação. Doutrinação é convencer as pessoas desde os nossos trisavós
que nós tugas fomos extraordinários, descobrimos o mundo, e navegamos além-mar
para outras paragens, OCULTANDO de todos nós as atrocidades por nós praticadas
sobre os povos dessas paragens por onde andamos.
Dirão: - Mas nós
não fomos dos piores!
Tendo a concordar
convosco, afinal não fizemos o que Leopoldo II fez ao povo congolês, mas não
faltou muito, pois do “chibalo” ao extermínio é um saltinho.
Esta ocultação, a
forma como foram redigidos os manuais, foram sobe uma perspectiva branca,
poderosa, colonialista, que tratou os povos invadidos como meios para atingir
os fins, não como argumentos de partilha de culturas e conhecimento, e isso é
sim doutrinação. Agora um conto que nem
faz parte dos manuais escolares (ainda) de dois meninos que se conhecem, e
dizem que se amam, isso não é doutrinação, porque não?, porque o meu sobrinho convive
com o tio e o marido do tio, e ele não virou gay, ele sabe que é possível, ele reconhece
uma vida estável e respeitadora vivida entre a minha pessoa e o marido, mas ele
não é gay.
Estes dias vi um
daqueles humoristas brasileiros a fazer algo que explica lindamente esta coisas
da orientação sexual, e que serve para deixar toda a gente em paz, a menos
que!?
Dizia o humorista,
que nem que se esfregue uma “rola” na cara de um hétero ele vai virar gay, e chupar
a “rola” - da mesma forma que esfregando com muita
vontade uma “boceta” na cara de um gay, não o vai fazer hétero, …veem porque eu
não encontro aquelas três capacidades em muitos de vós,…não é assim que
funciona, as pessoas são quem são, as crianças são quem são, e por ai vai. Dirão que as crianças ao verem vão querer
experimentar, talvez! E depois?
Quando era criança
convivi muito com o meio rural, e uma bela vez um dos meus amigos confiou-me (sempre
fui bom a guardar segredos) que tinha enfiado a “rola” dele no rabo de uma
galinha, …eu achei nojento, mas depois descobri que era uma prática mais ou
menos comum havida por esses jovens, e nem vos falo onde que orifícios eles enfiavam a bem dita da "rola" porque não eram só as galinhas que eram violadas, mas do que sei nenhum deles desenvolveu
comportamentos de zoofilia (procurem no google ele diz o que é). O processo de
experimentação dos jovens, vai continuar ai com ou sem livros de historinhas,
porque o ser humano e em particular as crianças são curiosas (já foram mais,
esta merda das tecnologias quebrou muito dessa curiosidade), e por isso vão
experimentar tudo que tenham oportunidade. Uns vão se sentir realizados, outros
nem por isso e segue em frente com a sua vidinha.
Sabem onde reside
a nossa missão como pessoas adultas? Explicar-lhes, doutriná-los, para o uso de
proteção SEMPRE seja essa experiência sexual com quem quer que seja, até com
uma galinha. Porque a mim o que me incomoda mesmo são as gravidezes juvenis (Segundo
o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2022 ocorreram 1.646 partos de
mães adolescentes (com idades entre 11 e 19 anos), e as infeções
sexualmente transmissíveis (IST) que em Portugal como na Europa tem vindo a aumentar
dramaticamente nos jovens entre os 15 e os 24 anos, isso é que é preocupante,
agora dizer que o amor é possível tenha a forma que tiver, gentinha, o AMOR
nunca fez mal a ninguém.
Só para que
conste, segundo o Instituto Nacional de Estatística em 2022 foram realizados os
seguintes partos tendo adolescentes como progenitoras:
3 partos de mães com 13 anos
20 partos de mães com 14 anos
66 partos de mães com 15 anos
160 partos de mães com 16 anos
283 partos de mães com 17 anos
(este texto continua com outro titulo: Sabem onde reside a nossa missão como pessoas adultas? - a segunda parte de "Que merda de gente é esta, que ri sobre a dor alheia?"

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