Sabem onde reside a nossa missão como pessoas adultas? (2ª parte de: Que merda de gente é esta, que ri sobre a dor alheia?)
(...)
Sabem onde reside
a nossa missão como pessoas adultas? Explicar-lhes, doutriná-los, para o uso de
proteção SEMPRE seja essa experiência sexual com quem quer que seja, até com
uma galinha. Porque a mim o que me incomoda mesmo são as gravidezes juvenis (Segundo
o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2022 ocorreram 1.646 partos de
mães adolescentes (com idades entre 11 e 19 anos), e as infeções
sexualmente transmissíveis que em Portugal como na Europa tem vindo a aumentar
dramaticamente nos jovens entre os 15 e os 24 anos, isso é que é preocupante,
agora dizer que o amor é possível tenha a forma que tiver, gentinha, o AMOR
nunca fez mal a ninguém.
Só para que
conste, segundo o Instituto Nacional de Estatística em 2022 foram realizados os
seguintes partos tendo adolescentes como progenitoras:
3 partos de mães com 13 anos
20 partos de mães com 14 anos
66 partos de mães com 15 anos
160 partos de mães com 16 anos
283 partos de mães com 17 anos
Mas abordemos
outro ponto desse vosso medo da doutrinação para o AMOR, que volto a dizer
ainda não constam nos manuais escolares (ao que sei).
Sabem como os
manuais escolares são escolhidos?
Então primeiro o
ministério da educação define os currículos nacionais (também chamados
"Aprendizagens Essenciais") e aprova formalmente os manuais. Define
os programas e metas curriculares (por disciplina e por ano); Publica os referenciais
obrigatórios que as editoras têm de seguir; Coordena o processo de avaliação e
certificação dos manuais.
A direção
geral da educação, vem elaborar
e atualizar as Aprendizagens Essenciais; Supervisionar o processo de homologação
dos manuais; Gerir a lista de manuais autorizados para cada ano letivo.
Depois é preciso
criar os manuais segundo estas regras, e por isso autores (professores,
académicos) escrevem o manual com base nos programas definidos pela DGE, sendo
posteriormente diagramado e proposto pela editora para avaliação.
Essa avaliação é
feita por painéis de especialistas (docentes e académicos), indicados
pela DGE. Tendo tudo nos conforme é homologado pelo ME, e depois são os
diferentes agrupamentos escolares a escolher de entre os manuais homologados,
aquele que será adotado, uma escolha que é feita pelos professores da
disciplina, normalmente em Conselho de Docentes ou Departamento Curricular.
Neste longo
processo acontece uma coisa que já devem ter ouvido falar, chamado de “Lobby”,
um nome interessante, uma estrangeirice para apelidar o “Tio Cunha” da nossa
cultura. Este “Lobby” em momento algum está incomodado com o conteúdo de cada
manual, mas sim com o nome do autor, porque o mais escolhido é o que vende
mais, e essa coisa do “Cunha” começa logo lá atrás, no primeiro tempo da
criação do dito manual.
Posto isto querem
mesmo falar de ideologias sejam elas do que forem?
Ataques recentes
à LIBERDADE de reunião, e de expressão escrita e falada, tem acontecido por
esses seres vazios, com a bússola moral encravada num só sentido, e virada bem
na direção dos nossos trisavós, exibem uma expressão de desespero obtuso sobre
o que as pessoas, e nomeadamente as crianças, podem ou não ler. Que no caso das
crianças, e no meu ponto de vista acaba a ter um efeito reverso ao pretendido
por esses agressores, que é, o fruto proibido é o mais desejado, é como o sexo,
estão a ver a coisa!?
Essas publicações
vão estar nas librarias, nas bibliotecas, só alcança a elas quem pode mais que
quem quer, enquanto os tais manuais escolares que vocês NUNCA leram são
impostos às vossas criancinhas, e sobre esses nem um pio, nem tem que!
Pois se realmente
se preocupam com a educação e formação dos vossos filhos, apresentem propostas
a eles, para leitura adicional, complementar, ao invés de virem para a rua
fazer figura de urso (me perdoem os ursos), enquanto em casa não estão nem ai
sobre onde os vossos rebentos ocupam o seu tempo livre, com os olhos postos num
monitor qualquer.
E com esta vos
deixo, mas não sem antes vos dizer que
- Quando a ignorância se alia à
arrogância, nasce a violência social mais brutal: aquela que ri da dor alheia,
censura existências e tenta legislar afetos. Hannah Arendt chamou-lhe
'banalidade do mal'; Michel Foucault explicou como o poder se infiltra
até nos manuais escolares; e Audre Lorde avisou-nos de que não se
destrói a casa do opressor com as ferramentas do opressor. O amor, a
diversidade e o respeito não doutrinam – libertam. Doutrinação é negar a
História, esconder o “chibalo” e os massacres, educar em silêncio cúmplice.
Educar para o respeito é preparar para uma sociedade mais justa. Censurar
o amor é o verdadeiro perigo.

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