Votar a pensar no NÓS ou no EU!
O discurso apresenta-se como eco ou um disco riscado, como um eco do passado que sendo uma repetição devia exortar memórias menos boas, mas estes riscos de um vinil que quase não existe, apenas como coleção, ou os ecos disfuncionais de quem não lhes conhece a história, nem batuta que lhes atribuiu ritmo, agora desfere esse mesmo discurso de que são os outros, não sou eu.
Como alertou o filósofo Karl Popper: "Numa democracia, é essencial a consciência da responsabilidade, a responsabilização daqueles que detêm o poder e o exercem."
O perigo deste pensamento, leva a que a história se repita com tal violência que compará-la com o passado é pura idiotice, porque no passado a LIBERDADE não era um sentimento comum, tão pouco uma vivência, uma realidade presente em todas as nações. Depois a LIBERDADE de hoje é extraordinariamente maior, e tão incomparável em diversas dimensões do social que, como disse comparar as perdas de hoje com as perdas do passado é, a meu ver, pura idiotice.
O economista Milton Friedman destacou: "A democracia depende do livre fluxo de ideias e do debate aberto e honesto.", a LIBERDADE é isso, no passado cada conquista de espaço de fala ou pensamento, era degustado até ao limite, quem sabe essa não seria a ultima "refeição", a LIBERDADE de hoje já lá estava, não foi conquistada foi oferecida.
Venham comigo numa perspectiva que a mim me é cara, e que me definiu como pessoa e educador, mesmo que em part-time do meu sobrinho/filho.
Nos anos 30, e fiquemos apenas por esta década, a reverência em certos casos, mas a obediência em grande maioria dos filhos em relação aos pais e às pessoas mais velhas em geral era mais que uma regra moral, apresentava-se muitas vezes como uma coisa tipo lei universal, no sentido de escalonar o lugar de cada um. Os que são da minha geração ainda encontraram talvez esse comportamento, nomeadamente aqui no nosso país.
Hoje os paizinhos/mãezinhas por razões várias por um lado não podem ser afirmativos como no passado, pois esta juventude adolescente ao contrário de nós sabe que há na justiça instrumentos vários que podem colocar os seus progenitores em maus lençóis, basta ter capacidade para o Óscar da melhor representação, (não poucas vezes assisti à tentativa de colocar ordem... só que não). Além destes perigos legislativos executados para agradar um baralho de interesses mais que melhorar a vida das crianças, de quem na verdade não estão nem aí, temos uma geração de progenitores que desde o primeiro momento coloca um monitor de qualquer tamanho na frente dos seus rebentos e não estão nem aí para o que veem... vá no início sim, andam que nem desesperados a descarregar todos tipo de filmes de desenhos animados, mas depois a criancinha diz, “deixa, eu sei fazer isso”, e os progenitores recebem nesse momento uma espécie de carta de alforria (jovens sabem quem recebia cartas de alforria? Claro que não, porque vocês são vítimas da desinformação que interessa, e que vos daria consciência do lugar de privilégio que usufruem, assim só se sentem vítimas de estar esgotado o último iPhone).
Com a alforria vem a despreocupação, e com ela até a vaidade de que a minha criança sabe mais “daquilo” que eu, e postam isso nas redes com um orgulho despreocupado, até ao momento que a criancinha, se põe a fazer equilibrismo no corrimão da varanda do 12º andar, e ou desaparece numa “rave” qualquer para nunca mais ser vista, e ou vir a ser resgatada numa rusga algures no planeta como pertença de uma rede de tráfico humano, porque olhar o que a criança consome naquele quadradinho ligado ao mundo, é invasão de privacidade, e violência sobre a criança que tem direito ao seu espaço, para quando der merda, ser os progenitores a pagar a fatura social e judicial.
O filósofo Baruch Spinoza afirmou: "O ser humano é livre na exata medida em que tem o poder para existir e agir segundo as leis da natureza humana."
Grande volta que tu deste JP para chegares aqui, onde realmente queres, a LIBERDADE dos anos 30 e a LIBERDADE de hoje.
Estamos mais uma vez na boca de eleições, e imagine-se, não porque passou quatro anos desde as últimas, mas antes porque o Governo mais que cair, se deixou cair, não se confundam as coisas, porque esta dança não foi, NUNCA é inocente. E mesmo assim as últimas sondagens dão vitória ao Governo caído, confesso que de momento não sei como comentar esta tendência de voto, mas tem outras tendências que me preocupam mais, como termos imigrantes com intenções de voto sobre um partido que faz dos imigrantes a sua bandeira negra, que aponta não apenas estes, mas outros grupos sociais como o foco de todos os males do país, uma coisa comparável com 1933 em que um ditador, acusou os judeus de serem os culpados do desemprego que a Alemanha vivia na época, e o povo a exemplo de alguns imigrantes hoje em Portugal, ajudaram o ditador a apontar o dedo na direção dos judeus, e esse senhor ditador, agradeceu e aproveitou o balanço, e já que estamos a caçar judeus, cacemos também os pretos, os ciganos, os LGBT+, e todos mais que eu ache que não são puros nacionais, (boa desculpa, ou devíamos dizer que não dançam ao mesmo ritmo que eu?), puros alemães.
O escritor Mario Vargas Llosa alertou no sentido de que a "Liberdade e democracia são inseparáveis, ..."
Então hoje temos imigrantes que porque têm emprego, porque pagam impostos, porque têm casa, porque construíram vida aqui no nosso país, a dizer que votam no Nosferatu porque os outros imigrantes, são o problema do país que os acolheu a eles também.
Gente, o que vou dizer não será assim muito popular, mas eu acho que as políticas de imigração no nosso país não foram conduzidas da melhor maneira, mas a verdade é que esta falta de noção na gestão da imigração, e quando digo gestão, não falo de vetos, falo de processos céleres e eficazes, rigorosos que nos diga quantos temos, de que países, e isto por todas as razões possíveis e imaginárias necessárias à condução eficaz de uma nação, não saber quantos e quem são, limita o poder central na capacidade de resposta a TODA uma sociedade onde esses imigrantes estão incluídos.
Mas voltemos ao imigrante condenado, mas que acha que não é com ele, é com os outros os maus imigrantes, quando perceber que colocou o machado na mão do carrasco e este corta a eito, vai ser tarde, mas nem preciso ser eu a dizer isso, assim no mais flagrante basta olhar os EUA, do qual o carrasco deste lado é fã do carrasco da terra do tio “Sam”.
O historiador Timothy Snyder observou: "Em termos históricos, todos os movimentos políticos sempre tinham alguma noção do futuro."
E nem de propósito, ao falar dos EUA, estamos a falar dessa imagem ”mítica” do país dos sonhos onde tudo é possível, estamos a falar do expoente máximo (ocidental) da LIBERDADE, só que olhando hoje esse mesmo país, diremos, “só que não”, as LIBERDADES conquistadas LITERALMENTE com sangue, suor e lágrimas, são delapidadas como quem arranca pétalas indiscriminadamente de uma qualquer flor.
Temos redes sociais que vedam palavras como revolução, suicídio, genocídio, que proíbem imagens de crianças prestes a serem refeição de um abutre, ou que dão à costa fugidas de uma guerra que como todas as demais não tem qualquer sentido, mas que deixa passar desafios que fazem vítimas jovens de todas as idades, ou explicam como montar uma bomba, e ou conseguir uma arma numa impressora 3D, por um lado preocupados com LIBERDADE alegadamente a mais, ao mesmo tempo que se preocupam que tu tenhas a LIBERDADE de saber o que se passa um pouco pelo mundo, “esta imagem pode ferir a sua sensibilidade”, …f…da-se, a mim, pelo menos a mim, o que fere a minha sensibilidade é não saber o quanto o mundo à minha volta sofre com políticas medíocres que esfregam a vida de milhões pelas pedras aguçadas de alguns interesses, tantas vezes perversos, fazendo-as sangrar até não terem mais vida!
O filósofo Friedrich Hayek afirmou: "A democracia não é um fim em si mesma, mas um meio para proteger a liberdade."
Votar nos Nosferatu da vida, nos Scaramouche da política, que como a personagem de trajes pretos (fato e gravata) que surgiu na comédia dell'arte italiana do século XVII, caracterizado por sua figura engraçada e traiçoeira, geralmente satirizando um "don", um “don” EUA está a roubar a LIBERDADE de milhares, um “don” a partir de 1939 ceifou milhões, queres mesmo dar espaço a esse “don” Scaramouche, que não tem piada nenhuma, muito embora se esforce por ser engraçado, mas traiçoeiramente quer cumprir a sua agenda dando razão ao dito “com sopas e bolos se enganam os tolos”, …TU queres ser esse tolo?
Veremos isso dia 18!
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