Quando falamos de aquecimento global, nem sempre pensamos nisto!
Quando falamos de aquecimento global, nem sempre pensamos nisto!
As
espécies animais, todas elas, existem em determinados climas e espaços aos quais
estão adequadas, e muitas delas quando deslocadas desses ambientes sucumbem, ou
mesmo quando esses espaços sofrem alterações bruscas, não poucas vezes podemos
ler noticias sobre esse fato.
Por
exemplo a deflorestação da Amazónia com o propósito agrícola leva a que
determinadas espécies não apenas percam espaço que representa os seus
territórios, com os limites estipulados por milénios, como ao concentrá-los num
mesmo espaço leva a que não apenas haja alterações sobre as suas condições de
procriação, mas também de alimentação, levando entre outras coisas a tensões
pela sobrevivência das espécies.
Por
exemplo um elefante das florestas de Laos (elefante asiático) dificilmente
sobreviveria nas vastas savanas de África assim como, provavelmente os
elefantes africanos poderiam ora destruir as florestas asiáticas pelo seu
porte, ora iniciariam um processo de mutação diminuindo as suas características
físicas e de movimento, sendo que ambos poderiam sucumbir a doenças presentes
em cada um dos lados e ás quais cada espécie está harmonizada possuindo
anticorpos respetivos.
O
elefante asiático é mais pequeno, porque circula entre florestas densas e por
isso o seu porte ajustou-se a este ambiente, incluindo a reduzida envergadura
das suas orelhas e presas, que são mais pequenas porque ao contrário do elefante
africano este não precisa de uns abanadores ambulantes e as presas teriam dificuldade em circular na densa florestação, a vegetação que o cerca
mantém-no fresco, enquanto o elefante africano precisa daqueles abanadores porque na savana são escassos os espaços frescos. O asiático não precisa de fazer os quilómetros
que o africano faz em busca de água e vegetação, porque vive rodeado desses
bens terá por isso menor resistência para grandes distâncias, pelo que a hipotética
e ignorante ideia de que podemos transportar uns de um lugar para outro no caso
de querermos explorar os seus habitats, porque nos dizemos mais fortes –
pela brutalidade claro está – e os mais racionais – super visível – não passa
de uma ideia idiota e ignorante que vai definitivamente destruir uma das espécies.
E
nesta altura, por muito que estejam a deleitarem-se com a leitura desta
reflexão, está uma questão presa na nuvenzinha presente sobre a vossa cabeça –
e o que tem a cena dos elefantes a ver connosco? Diretamente, nada!
Usei
os elefantes para chegarmos aqui, algum tempo atrás (dois, três anos) as autoridades
sanitárias do nosso país indicaram que deixássemos de ter vasos com pratinhos
de água, porque o mosquito que até agora habitava apenas zonas tropicais, havia
sido identificado aqui em Portugal, colocando sobre tensão e atenção o nosso
SNS, com a possibilidade real de haver utentes infetados não apenas com o dengue,
mas também com o zika ou a febre amarela. Infeções até então inexistentes
no nosso vocabulário, e nos nossos cuidados de saúde.
Por
isso o aquecimento global, não é apenas uma questão de degelo, aumento do nível do
mar, maiores, mais frequentes e mais intensas tempestades, representa também
um potencial de fazer desaparecer espécies e propagar outras, e com elas todas
as demandas à sobrevivência de uns e outros, e no caso da nossa sobrevivência também.
Os
rios da Amazónia para além de seres completamente inofensivos ao ser humano,
como os Manatins, também tem outros que nos devoram num ápice, e não falo
apenas das piranhas, mas dos tubarão-touro que periodicamente visitam águas
doces, queremos imaginar essa possibilidade nos nossos rios, junto das nossas
praias fluviais?
Foi
o que pensei!
O
aquecimento global, as questões climatéricas interferem de forma violenta como
o nosso dia-a-dia, e definitivamente com a nossa sobrevivência, nossa e das
restantes espécies, e por essa razão são um tema sério e para ser tratado com
respeito e saber.
Do
que tenho observado, estamos num caminho sem volta, as “catástrofes” vão
acontecer, e neste momento da batalha a única coisa que poderemos fazer é mesmo
atrasar esses eventos, e eventualmente minimizá-los na sua intensidade, mas
neste momento quero crer que não mais os vamos evitar.
E
a meu ver não são os carros elétricos a solução, dado que antes de o serem o lítio
que neles existe provocam danos sérios na natureza em diversos aspetos, e
depois de mortos ainda ninguém disse com seriedade o que vão fazer com
milhares, milhões de baterias, e isso é uma fatura que as novas gerações vão
pagar.
Perante isto, o ser humano surge por isso como carrasco e salvador, neste contexto climático!
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