"O que andam a fazer na escola de policia?"


 

"O que andam a fazer na escola de policia?"

Esta é uma entre outras tantas noticias do género, do género de violência praticada por parte de quem esperamos conduta, proteção, respeito.

A frase que dá título, não é minha é um comentário que li nas redes, e a pergunta, que eu concordo, levanta-me outras questões, que vão para além da preparação de um agente da autoridade, seja da PSP seja da GNR seja de que autoridade for, porque esses elementos vão inevitavelmente lidar com pessoas, pessoas que desejam acreditar no sistema que as envolve, e que alegadamente existe para as proteger.

 

Nada do que vivemos hoje é novidade, a novidade reside no fato de podermos revelar, divulgar, partilhar, tornar público – a novidade está no fato de existir uma comunicação social voraz por notícias, (de preferência desgraça, vende mais), que sorve qualquer incidente e o torna maior, não que de fato o seja na maioria dos casos, mas porque ele é replicado uma e outra vez.

 

Sim o problema está na escola de polícia, incapaz de identificar má formação de carácter, impossibilitada de entender que as cadeiras da outra escola, do primário ao secundário, por vezes universitário, não conseguiram introduzir nessa nomenclatura intelectual valores, responsabilidade, respeito, e uma palavra que a maioria parece desconhecer, a honra em honrar (passe o pleonasmo) a farda que vestem quando aprovados(as).

 

Mas o erro prossegue depois, quando alguns destes elementos são afastados das forças policiais, vão depois em busca de algo idêntico, um lugar que lhes confere um determinado poder, que pelas mesmas razões que os afastaram das forças policiais, vão ser exercidos com exagero, sem respeito, sem saber o que é honrar uma farda, seja ela qual for, fosse uma bata de médico. E depois lemos outras notícias de “seguranças” da empresa XYZ que espancaram esta ou aquela pessoa.

 

Ainda não começou de fato, mas por este andar não tarda, um total desrespeito pelas instituições, e um possível descalabro do sistema social.

 

Estas pessoas, estes policias, NUNCA mais deviam poder exercer qualquer profissão na função pública, e privada sempre que essa função fosse de autoridade em alguma dimensão.


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