2º ato – Mekong: entre o paraíso e correntes traiçoeiras
2º ato – Mekong: entre o paraíso e correntes
traiçoeiras
Em Don Det foi a pura da loucura, esperava-nos uma espécie de rio abaixo de caiaque, e não foi um rio qualquer, estamos a falar do majestoso Mekong, mas isso só no dia seguinte. Logo pela manhã eu e o maridão fomos dar um passeio a pé pela ilha, afinal ainda faltava para a hora marcada. mais tarde então e já todos de pequeno-almoço tomado aí fomos nós cada dois no seu caiaque, com duas ou três exceções sábias (mais à frente vão perceber porquê), que seguiram com um guia local. Para mim em particular foi recordar o rio Tejo, e o meu tempo de marinha, mas também os inúmeros rios que eu, o marido e a nossa amiga Lauren temos feito de stand up paddle. Navegamos até determinado ponto, depois perseguimos a pé até uns cascatas, e dai até ao novo ponto (13.949889, 105.946285) onde voltávamos ao remo caminhamos mais um pouco, nesse novo spot desfrutar de um picnic organizado, e gostoso, onde fomos visitados por uma cobra mesmo no finalzinho, e que para meu deleite ninguém tentou matar, apenas empurrar a mesma no sentido certo.
Meninos dai até ao fim desta navegação foi uma tormenta, uma espécie de contrato com letras pequeninas, isto porque no início foi o paraíso, uma corrente calma, e umas vistas de filme, para depois darmos de caras com uma confluência de correntes que agitaram as águas de forma violenta, e por isso disse antes que algumas das nossas colegas de viajem optaram por ir com o guia local, e daí ter dito que foi uma decisão sábia. A corrente e a agitação foi tal que o marido até saltou do lugar (podem ver no vídeo que já postei, ele até comenta que saltou). Confesso que se eu fosse o gestor da viagem tirava esta travessia, porque a probabilidade de alguém cair é de fato grande, e a possibilidade de bater com uma qualquer parte do corpo em qualquer pedra escondida, ou galho submerso e ou até mesmo a pessoa se atrapalhar com toda a agitação, pode levar a pessoa a sufocar mesmo que parcialmente, seja eu tirava esta parte final, mas isso sou eu. Ali e no nosso caso, foi divertido, um “rush” de adrenalina. Aliás antes nas cascatas onde tínhamos parado, o maridão teve um “rush” de adrenalina, mas por outra razão. Teve um “rush” reptiliano já que enquanto estávamos todos a banhos junto da cascata uma cobra se enroscou na sua perna, e que ele mantendo sangue-frio (não sei o que eu faria) deu um toque na dita, e ela foi-se, e ele tirou o pezinho da água, estou aqui a brincar com a situação, mas não teve piada nenhuma, as nossas férias poderiam ter terminado ali.
Depois de desembarcarmos daquela
torrente, fomos de popó até Khone Phapheng Falls, que devido ao caudal
apresentando-se simples, mas respeitoso, pois mesmo com pouca água, a violência
das correntes é de meter respeito, podemos imaginar como seria estas mesmas
cascatas durante as monções, havia aliás marcas de até onde a água pode galgar,
bastava alguma atenção sobre a vegetação em alguns dos rochedos mais elevados.
Passeio livre, a líder marcou uma hora para nos encontramos na entrada do
“parque” e lá fomos nós, desfrutar do espaço, absorver as vistas, até para
relaxar um cadinho da adrenalina do caiaque.
Na hora marcada nós dois mais
duas amigas estávamos no ponto de encontro, aliás 5min antes, o mais básico do
que é recomendado na pontualidade, que deve ser 15min. na minha opinião. Lá já
estavam os nossos motoristas, e todos juntos esperamos 45min., tendo chegado no
entretanto mais três pessoas, até no final chegar a nossa líder e restante
família das férias.
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