4 º ato – Luang Prabang: onde o tempo aprende a andar devagar
4 º ato – Luang Prabang: onde o
tempo aprende a andar devagar
Luang Prabang é uma espécie de estância
de férias para cotas como eu, temos a presença europeia dos franceses quer na
arquitetura, quer em alguns pormenores da gastronomia, ao mesmo tempo que
desfrutamos as iguarias asiáticas, vive-se um ritmo pausado, mas continuo dos
locais, e da tradição que mesmo estando contaminada pelo capitalismo turístico,
nos proporciona um vislumbre de como seria se fosse mais real.
Luang Prabang brinda-nos ainda com um conjunto de templos (33) dignos de visita, que não fazem parte do roteiro, mas que eu o marido e mais duas amigas, programamos uma espécie de “corrida das tascas”, mas que no caso foi dos templos. Passamos por um cenário de filme, um pequeno museu a céu aberto, e por um Centro Cultural para Crianças. Não acredito que tenhamos passado pelos 33 templos, até porque o tempo não era muito, mas conseguimos com toda a certeza fazer pelo menos metade…exagerado!
Quem é que se lembra de se levantar
às 5 da madrugada em férias? Nós os quatro, eu, marido e as nossas duas amigas
do costume, para assistir em Sisavangvong Road ao percurso dos monges que antes
do nascer do sol percorrem as ruas de Prabang para recolher oferendas em forma
de alimento, sendo uma delas o famoso “sticky rice”, o mesmo arroz que se usa
para o sushi. Nesta nossa incursão tivemos a sorte de encontrar três fiéis
genuínas, três locais que fora do tapete vermelho dos turistas aguardavam pelos
monges com o seu “sticky rice” e outros alimentos, que depois de realizarem o
feito, pegaram nos seus banquinhos e rumaram aos afazeres de mais um dia.
Mas meus amores, "não há bem que
sempre dure, nem mal que nunca acabe", e Prabang precisa ficar para trás nesta
viagem de sonho, espera-nos outro destino, e no caso outro país deste cantinho
asiático.
Hanói é o próximo destino!
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