4 º ato – Luang Prabang: onde o tempo aprende a andar devagar

 


4 º ato – Luang Prabang: onde o tempo aprende a andar devagar


Luang Prabang foi o destino dessa viagem de comboio, mais uma paragem que reafirma a minha impressão geral desta descoberta, Laos, continua a dar cartas como um dos destinos mais cativantes, dos três países que visitamos (pelo menos até ao momento). Antes mesmo de vos descrever esta “perola” de Laos, devo confessar que não ter lido o programa da viagem foi viver a mesma em primeira mão, sem expectativa, porque se tivesse lido, acreditem que partes da viagem teriam sido um pesadelo.

Luang Prabang é uma espécie de estância de férias para cotas como eu, temos a presença europeia dos franceses quer na arquitetura, quer em alguns pormenores da gastronomia, ao mesmo tempo que desfrutamos as iguarias asiáticas, vive-se um ritmo pausado, mas continuo dos locais, e da tradição que mesmo estando contaminada pelo capitalismo turístico, nos proporciona um vislumbre de como seria se fosse mais real.

Fizemos o nosso primeiro almoço num restaurante nas margens do rio Mekong, num ambiente com classe e ao mesmo tempo descontraído, mas essa foi a primeira refeição, porque na Sisavangvong Road, os restaurantes multiplicam-se e cada um oferece um ambiente acolhedor e dos que experimentamos saímos com o palato a fazer formigas no céu da boca. Na esquina desta rua com a Kingkitsalat Rd tem uma praça alimentar para todos os gostos, onde mais complicado que decidir o que comer, é encontrar um cantinho numa das dezenas de mesas espalhadas na praça, tal é a afluência ao espaço, por isso a alimentação em Prabang está mais que assegurada, e é garantido satisfazer todos os gostos, sendo o da aventura o mais certo.

Luang Prabang brinda-nos ainda com um conjunto de templos (33) dignos de visita, que não fazem parte do roteiro, mas que eu o marido e mais duas amigas, programamos uma espécie de “corrida das tascas”, mas que no caso foi dos templos. Passamos por um cenário de filme, um pequeno museu a céu aberto, e por um Centro Cultural para Crianças. Não acredito que tenhamos passado pelos 33 templos, até porque o tempo não era muito, mas conseguimos com toda a certeza fazer pelo menos metade…exagerado!

Quem é que se lembra de se levantar às 5 da madrugada em férias? Nós os quatro, eu, marido e as nossas duas amigas do costume, para assistir em Sisavangvong Road ao percurso dos monges que antes do nascer do sol percorrem as ruas de Prabang para recolher oferendas em forma de alimento, sendo uma delas o famoso “sticky rice”, o mesmo arroz que se usa para o sushi. Nesta nossa incursão tivemos a sorte de encontrar três fiéis genuínas, três locais que fora do tapete vermelho dos turistas aguardavam pelos monges com o seu “sticky rice” e outros alimentos, que depois de realizarem o feito, pegaram nos seus banquinhos e rumaram aos afazeres de mais um dia.

Mas meus amores, "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe", e Prabang precisa ficar para trás nesta viagem de sonho, espera-nos outro destino, e no caso outro país deste cantinho asiático.       


Hanói é o próximo destino!




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