6 º ato – Tam Coc: entre arrozais, remadas com os pés e montanhas de filme
6 º ato – Tam Coc: entre
arrozais, remadas com os pés e montanhas de filme
Tam Coc veio a seguir, Cat Ba foi
deixada com relutância, e a sua imagem, enquanto o tio Alzheimer deixar, fica
gravada para ser revivida um trilião de vezes de olhos fechados.
Tam Coc para mim deixou um "mistério" – onde se passa a festa, onde é a suruba toda, isto porque Tam Coc
estava pejada de jovens, muitos jovens, e que nós déssemos conta, ali não havia
nenhum parque de diversões com moedinha, nem discotecas, por isso para onde ia
aquela gente,…fiquei intrigado!
Ficamos alojados em Ninh Hài, a
tal localidade onde vagueava tanta juventude, e depois de lá chegar e nos
alojarmos, lá fomos jantar, porque no dia seguinte atividades emocionantes
esperava-nos. Alvorada, que esta coisa de turista ficar a dormir só se for
turista de longa duração, porque malta com tempo contado precisa dar à perna,
seguimos até à pracinha onde de noite há o mercado noturno – confesso que não
me lembro bem dele, havia qualquer coisa mas daí a se chamar de mercado
noturno, mas até no
“google maps” diz que sim – bora lá vestir um colete
laranjinha como convém para ninguém se perder, e embarcar numas barcas tipo
casca de nós, daqueles que no filme “O Cume de Dante” não sobreviviam, já que o
lago fica ácido e corrói a barca de lata.
O passeio é divino, mas sente-se
na volta (eu senti) uma espécie de falta de bateria no telemóvel, precisamos de
mais diferente, este tic-toc já vimos. Mas a ida é a surpresa visual, o
deslumbre da paisagem, e o grito de novo da sétima arte – a certa altura dizia
eu ao maridão: “daqui a pouco ainda aparece aí o Rambo por entre os campos de
arroz”, porque o cenário é de filme. Mas não apareceu, felizmente, quem lá
andava era os agricultores que regavam a plantação com algum produto
contemporâneo para proteger a plantação de uma qualquer praga. Em cada uma das
margens erguem-se picos altíssimos um deles o miradouro de Tam Coc, que subimos
mais tarde.
Acabada a passeata de barquinho, bora lá cada um pegar na sua bicicleta e dar ao pedal, outras visões do paraíso nos esperava. Pedalamos por entre campos, rios, lagos e paisagens que nos retiram o folego uma e outra vez, no meu caso particular, só me apetecia poder voar, e ir até junto de cada montanha, de cada perfil rochoso e observar de perto a flora e os animais que dessa escarpa fazem casa, as casinhas da beira do lago, mas tudo o resto enche-nos de uma energia transbordante.
Comentários
Enviar um comentário