7 º e último ato– Hoi An: uma sala de visitas aberta ao mundo
7 º ato – Hoi An: uma sala de visitas aberta ao mundo
Hoi An, é aquele lugar onde
quereríamos viver, que podemos chamar de nosso, sabendo porem que a ele aflui um
milhão de nacionalidades, e que todos os dias podes encontrar alguém diferente,
de uma outra geografia, com uma outra língua, outras definições físicas, como
se vivêssemos permanentemente numa vasta sala de visitas.
Assim Hoi An foi uma agradável
surpresa, toda a zona central da vila é cheia de cor, dourado porque na cultura
deles tem um significado forte, bem como o vermelho, depois como se aproximava
a festa de fim de ano chinês, que a eles diz respeito, a vila estava engalanada
como já tínhamos aliás observado em Hanói, e aqui as pessoas repintaram as
paredes de um amarelo próximo da cor do ouro.
À noite a cidade parece mudar de respiração. As lanternas acendem-se uma a uma, ora suspensas sobre as ruas estreitas ora sobre o rio, como se alguém tivesse decidido espalhar pequenas luas de papel sobre a água. Caminhamos devagar, porque aqui ninguém parece ter pressa, e porque cada porta aberta deixa escapar uma nova história: o cheiro de comida que não sabemos nomear, o som de uma língua que nos é estranha, e tantas outras que identificamos, dessa nossa Europa, desse outro mundo ocidental, e numa banca o riso fácil de quem vive habituado a ver passar o mundo.
Talvez seja isso que faz de Hoi
An um lugar tão particular, esta mistura antiga de porto de abrigo e de
mercado, mas também de passagem, onde durante séculos chegaram mercadores,
navegadores e aventureiros de tantas partes do mundo que hoje a cidade parece
ter aprendido a rara arte de receber. Aqui somos sempre estrangeiros, mas de
alguma forma nunca completamente estranhos, porque me senti parte de, talvez
pelo trajar que usei nesta viagem o meu conforto nesta passagem foi muito, e
isso leva-nos passado algum tempo a perceber que caminhamos como se já
conhecêssemos estas ruas, como se a cidade nos tivesse adotado
silenciosamente, deixando-nos partilhar por instantes esta casa aberta, que
disponibiliza esta sala de visitas ao mundo.
Para os nossos colegas está na
hora de partirem, o regresso à realidade de todos os dias está à espreita, quanto
a nós e a nossa colega de Famalicão, temos mais dois dias, vá dia e meio, e
aproveitando um tur que compramos, viajamos com ele até Da Nang.
Da Nang, a cerca de uma hora e
qualquer coisa de Hoi An é outra conversa, apresenta-se como uma grande cidade,
repleta de arranha céus, avenidas largas, e um ambiente noturno de um estilo
mais europeu versos zona turística, não esquece os mercados noturnos típicos,
aquilo que chamamos de feira aqui no burgo tuga. Por lá estivemos dia e meio,
com tempo para ir até à praia, água a 24 graus, mas parece que mesmo assim
fomos no dia errado, não se podia nadar, só a banhos e numa área reservada, mas
mesmo assim valeu bem a pena.
E foram assim, 21 dias de
animação, descoberta, culturalização pessoal, relaxamento absoluto. Os pontos
menos positivos descritos ao longo destas redações, que tive de repartir para
não ficar muito extensas, não foram capazes de diminuir tanta beleza, o sol, e
o relax proporcionado por um povo extraordinário!
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