O suicídio é um vulcão!
O suicídio é um vulcão!
Hoje do nada, ou talvez não, surgiu uma metáfora na minha cabeça, que para mim,
explica esse ato extraordinário de desespero, o suicídio.
O suicídio é uma espécie de vulcão que até se dar,
funciona nas suas câmaras de magma. Uma e outra coisa, dores, solidões,
rejeições ou insucessos, abandonos, perdas, vão-se acumulando nessas câmaras de
magma do nosso ser, vão aumentando a pressão e a temperatura, revoltam-se entre
si, dão voltas sobre si e entre si, somam-se e multiplicam-se sem nunca se
diminuir ou dividir.
Umas são por vezes resultado das outras, todos esses
sentimentos vivem em uma simbiose perfeita, caótica, mas perfeita, porque se
alimentam umas das outras como um organismo vivo.
O vulcão dá-se quando as câmaras de magma já não
sustentam mais a pressão, e rebentam nessa força extraordinária da natureza que
conhecemos como vulcão, destruindo tudo pelo caminho, e por vezes a si mesmo
como o vulcão de Stª Helena nos EUA, em Skamania, Washington, que colapsou com
a explosão em 1980.
O suicídio é assim mesmo, ele resulta de um conjunto de
pressões, que enchem essas câmaras de magma, que se empurram contra as paredes
da alma, até resultar numa explosão a que chamamos suicídio (embora possa
explicar outros tantos comportamentos) exortamos todas as frustrações acumuladas
nas câmaras de magma do nosso ser, e explodimos, numa corda, numa lâmina, na
pressão de um gatilho, ou no silencio de um qualquer veneno que desejamos nos
apague sem mais sofrimento – em volta do suicida, é o colapso de todos os raciocínios
e explicações não encontradas, porque as câmaras de magma da alma, são como as
câmaras de magma de um vulcão, enchem-se em silêncio, poderão ter uma reação
aqui e acolá, pequenos terramotos, que atribuímos a outras energias, quando na
verdade são as paredes das câmaras de magma a estenderem-se como se estende o
ventre de uma mãe.
Não está escrito na testa, não é verbo, é silêncio, é
sinal, é nuances do comportamento, que terminam demasiadas vezes assim!
Uma explosão imponente, quase sempre em silêncio, que leva
quem amamos e nos deixa sem respostas!
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