Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2026

Filhos do Povo!

Imagem
  Filhos do povo!   Morreu…, não, não morreu, porque aprendi com uma amiga que os filhos nunca morrem, apenas e na verdade, partem deste plano, deixam de ser matéria, tornam-se éter, memória, visão. E nós enquanto comunidade perdemos mais uma influência, daquelas que invadem as nossas vidas sem pedir licença. Neste mundo que habitamos tem pessoas que se tornam filhos de todos nós, vá de um grande número, deste vastíssimo grupo a que chamamos povo, são pessoas de várias cores, e diferentes tons, pessoas que amam modelos alternativos de amor, que entregam seus corpos em coreografias de afeto, em interpretações que desconhecem barreiras de qualquer o tipo – quantos de nós já não vibramos no sentido ascendente ou descendente do sentir com uma música, apenas pela melodia, porque do verbo nem ideia do significado. Quantos de nós achamos que aquele artista canta a nossa história de vida, ou apenas o momento que estamos a viver, e que agora escutamos na vibração de um timbre, na...

(PT/UK) Um mundial com 48 seleções, 48 formas de cobardia! - A World Cup with 48 teams, 48 ​​forms of cowardice!

Imagem
  PT______________________________________________________ Um Mundial com 48 seleções, 48 formas de cobardia! Há frases que envelhecem mal. “O futebol é de todos.” Durante anos repetiram-na como quem repete uma verdade absoluta. Mas este Mundial demonstrou precisamente o contrário, pois não só não é, como nunca foi para todos, com… Nunca um Campeonato do Mundo foi tão inacessível para tantos. Não falo apenas das distâncias. Nem dos aviões. Nem dos hotéis. Falo do próprio direito de entrar num estádio, antes mesmo de entrar no país. Quando anteriores Mundiais decorreram noutros continentes, incluindo países frequentemente alvo de críticas internacionais, nunca o preço dos bilhetes atingiu níveis que afastassem tantos adeptos comuns. Desta vez, o espetáculo parecia continuar a chamar-se Campeonato do Mundo. Mas o mundo já não cabia lá dentro. E talvez essa tenha sido a segunda grande derrota deste Mundial. Muito antes do primeiro golo. Muito antes da primeira expulsão. Mu...

O ouro do futuro chama-se ÁGUA!

Imagem
  Proteger o ouro do futuro, faz de mim ativista! Destruir esse ouro não faz das empresas criminosas!   Não seria a primeira, e decerto não será a última vez que vou ouvir ou ler que “filme é filme”, quando eu uso os filmes como ilustração daquilo que por vezes quero partilhar convosco, mas a verdade é que cada vez mais (se não sempre) determinada linha de filme usa exemplos reais para conceber o guião do filme – o que vemos no ecrã pode até ser fantasiado, mas o que está por trás dessa fantasia é bem real, o caso está a acontecer na realidade algures no mundo, ou aconteceu! Um desses filmes é “007 - Quantum of Solace”, com esse senhor super interessante de seu nome Daniel Craig, e a belíssima Olga Kurylenko, não esquecendo claro o mau da fita Mathieu Amalric. A base do filme é que o mau da fita quer chantagear o líder boliviano que toma o país por golpe, fazendo assinar que todos os direitos de exploração e fornecimento de água no país fica na sua mão, para isso entre...

A felicidade alheia incomoda tanto! Bravo Afonso!

Imagem
  “No final de um jogo de xadrez, o peão e o rei são guardados na mesma caixa!” (provérbio)   Sempre escutei dizer que os provérbios, e os ditos populares, tem o seu quê de verdade, e no meio desse sentimento, existe para além da verdade a filosofia inscrita no significado desses dizeres. Escolhi este provérbio para vos falar de uma coisa, que estes dias tem sido furor nas redes sociais, e não pelas melhores razões – porque é uma coisa tão presente posso até ficar confuso no desenvolvimento desta redação, mas vamos lá, com algum esforço eu e quem me lê conseguirá encontrar a mensagem que quero deixar. Quantos jornais se vendem com uma desgraça? Quantos jornais se vendem com uma excelente notícia? Estatisticamente o primeiro vende mais, diz-se haver uma teoria que não é regra, no jornalismo que diz, "If it bleeds, it leads.", a desgraça abre mais facilmente o telejornal que a alegria ou a esperança, e não será tanto porque o ser humano seja perverso (na minha opi...

O que nos escondem quando sabem? O Governo deve falar?

Imagem
  O mundo como o conhecemos está numa espiral descendente e nem serve de nada esconder, não é apenas uma coisa política, ou bélica, ou até mesmo climática, mas antes todas elas cada uma no seu tempo, em particular a climática, mas a verdade é que basta que qualquer uma delas ultrapasse o limite do copo, para esbordar e manchar toda toalha de mesa de sangue. Refletindo sobre este “way down” questionei-me – será que o meu ou qualquer outro governo avisará o seu povo de que qualquer uma destas, ou umas e outras em conjunto vão acontecer? A resposta é calculada e gélida de dar, e é não! Tivemos inúmeras guerras se contarmos apenas a partir da primeira grande guerra, se contarmos apenas com o mundo europeísta e em nenhuma delas os governos preveniram o seu povo, como uma mensagem clara do tipo “para a semana, esta semana, amanhã vamos entrar em guerra”, e não o fizeram por inúmeras razões, pois todas elas colocariam a sobrevivência desse país nesse conflito em risco, alias poderem...

Até sempre Bonnie Tyler (1951–2026)

Imagem
  ( image by youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=KqBZAxCfWHA&list=PLdB2qly-JTgAMYiE6Q4tKBsni-Td-qmU8 ) A senhora já partiu, faz uns dias, e só agora é que venho aqui falar dela, do meu jeito, na minha vivencia, no meu tempo. Bonnie Tyler não é só aquela voz áspera, como se desafiasse permanentemente uma garganta cansada, e que, mesmo assim, cantava para nos fazer sentir coisas na intimidade e outras em grupo, com os amigos que numa pista de dança onde nos contorcíamos ao ritmo (por vezes fora dele) com as batidas acompanhadas de uma voz rasgada que servia tantas vezes de veiculo para a lágrima ou para o beijo atrevido, ou apaixonado dos primeiros amores, Bonnie Tyler faz parte desse universo de vidas vividas sem redes, telemóveis, onde nos tocávamos, onde coreografávamos os passos ao encontro do outro, ela e toda uma geração de 80, como Tina Turner, George Michael, Freddie Mercury, David Bowie ou Prince, e a lista continuaria, artistas que, um a um, foram sain...

E se desta vez for diferente?

Imagem
  (photo by: jppaulo2k1 - Graffiti) E se desta vez for diferente? Ao longo da História, praticamente todas as gerações acreditaram, em algum momento, que estavam a viver "o princípio do fim". E, na verdade, muitas tinham razões concretas para pensar assim. Houve quem assistisse ao colapso de impérios, quem sobrevivesse a duas guerras mundiais, quem vivesse sob a permanente ameaça de uma guerra nuclear durante a Guerra Fria, quem enfrentasse pandemias devastadoras ou crises económicas que pareciam anunciar o fim de um modelo de sociedade. Ainda assim, apesar de tudo isso, a humanidade revelou uma capacidade extraordinária de adaptação. Não porque fosse invulnerável, mas porque soube, vezes sem conta, reconstruir-se sobre as ruínas daquilo que julgava perdido. Hoje, porém, a inquietação tem uma natureza diferente. Não nasce de um único acontecimento. Não resulta apenas de uma guerra, de uma crise financeira ou de uma catástrofe natural. O sentimento de insegurança que atravessa...

Mesmo Assim...

Imagem
  Ele tem imagens que nos tocam de tal forma que nos arremessam em todas as direções; por vezes em muitas, outras apenas na direção de um pensamento recorrente, mesmo que temporalmente não tão recente, mas, ainda assim, tão presente. Quando era criança, fascinavam-me as mulheres grávidas. Pedia frequentemente para lhes tocar, para dar beijinhos na barriga dessas mulheres. Para mim, significava uma espécie de "boas-vindas". Hoje, olhando para trás, percebo que, para além dessa ingenuidade de desejar que tudo corresse bem e que aquele novo ser fosse o mais feliz do mundo, existia um fascínio quase inexplicável por alguém carregar no ventre outro ser humano, uma amostra de gente que um dia seria alguém maior. Quem sabe um médico que salva vidas, uma mulher que governa um país. Na minha mente de criança, completamente alheia às malícias adultas, dessa coisa a que mais tarde chamaria "sistema", tudo era simples. Que bom era ser-se criança. Melhor ainda quando ainda não c...