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A mostrar mensagens de junho, 2025

O dia em que a guerra começou, …foi assim!

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  O dia em que a guerra começou, …foi assim!   Hoje estava a ser um dia como todos os demais. Acordei tomei um duche, a noite foi quente, e sai para comprar o pão. Na padaria conversamos de costume, aquela que chamamos de “jogar conversa fora”, verbos de circunstância, ou focados nas notícias do momento: - Já colaboraste? - O quê? - No crowdfunding da Joana Marques, para pagar aos Anjos! Depois disto, laçamos uma e outra gargalhada. Tomei o meu café, paguei e sai. O dia estava nem quente nem frio, estava uma manhã tranquila com sol, quase sem vento, e as pessoas como eu, andavam de manga curta, olhávamos uns para os outros, saltavam-se alguns sorrisos, já o transito a esta hora não dava para rir, a confusão do costume. Lá fui caminhando até casa, ai chegado fiz o meu leite com chocolate, um pão fresquinho com manteiga e fui para o terraço tomar o meu pequeno-almoço. O marido que acabou de acordar junta-se a mim e falamos de como vai ser o dia de cada um. Depois f...

Entre o Arco-Íris e o Esquecimento, num banho de Pinkwasshing

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  (photo by:Dreamstime) EuroPride: Entre o Arco-Íris e o Esquecimento, num banho de Pinkwasshing Dá-se hoje um fenómeno que, embora pintado em tons vibrantes, tem um fundo cinzento e preocupante: a transformação da luta LGBT+ num produto vendável, inofensivo e esvaziado. O EuroPride — evento que, em teoria, deveria ser um momento de celebração da diversidade e da resistência — tornou-se, na prática, a epifania de uma comunidade politicamente alienada, capturada pelo consumo, pelo entretenimento, e por um discurso cada vez mais plastificado. É inevitável dizê-lo: este EuroPride não é nosso . Não é das pessoas trans sem habitação. Não é das lésbicas que vivem na invisibilidade. Não é das pessoas negras queer, nem das que vivem com VIH, nem daquelas que que fazem do sexo profissão porque lhe negam outro trabalho. Este EuroPride é das marcas. É dos patrocinadores. É da selfie com glitter que esquece Stonewall. Chamam-lhe “orgulho”, mas não tem luta. Chamam-lhe “evento político”, ...

Nasceu Anacleto Bonifácio de Albuquerque Durildes...

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  (photo by: Sérgio Aires) Nasceu Anacleto Bonifácio de Albuquerque Durildes, contudo a situação da sua família não permitiu que fosse criado pela mesma, e por isso foi deixado numa instituição para adoção. Anacleto Bonifácio de Albuquerque Durildes, foi adotado por uma família que se veio a revelar, passado algum tempo, não ter condições de cuidar dele, e por isso os sistema retirou a criança a esta família, tendo Anacleto Bonifácio de Albuquerque Durildes, sido adotado por uma família que o acolheu com muito amor e todas as condições que uma criança necessita para se desenvolver convenientemente, a família onde hoje Anacleto Bonifácio de Albuquerque Durildes é filho e por isso membro da família, é a família Santos, que hoje para simplificar o chama apenas Dudu!   A Marcha do Orgulho LGBT+ do Porto vulgo MOP, como tantas outras, nasceu chamando-se por quem a batizou para além do seu propósito, com este nome, contudo esta como outras Marchas do Orgulho em Portugal tem qu...

Amordaça-se a cultura para oprimir o povo!

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  (imagem by: guide du Pays Basque) Não é novidade para ninguém que a CULTURA enquanto movimento artístico, mas também enquanto repositório cultural de um povo, enquanto estrutura contadora de histórias e da história, é, foi, e será sempre uma afronta a governos totalitaristas, fascistas, e de qualquer dos estremos políticos, porque nesta matéria, nem a esquerda nem a direita ficam bem na fotografia. Uma das formas de atacar a cultura, é os governos cortarem verbas, sobe todas as formas, quer verbas diretas assentes em acordos, quer as verbas por concurso, reduzindo quer o montante, quer o número de concursos abertos, junta-se a isto o fator “cunha” ou Lobby que obviamente vai favorecer os grupos amigos do regime em vigor. Sou um perfeito leigo na matéria de concursos, sejam de que espécie for, mas recordo com tristeza que durante a capital europeia da cultura houve financiamentos que claramente vistos de fora cheiravam mais a esturro que arroz deixado ao lume sem água. Financi...

Adolescência, …quantas vezes quiseste voltar atrás, ou não!?

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  A adolescência é esse tempo de passagem, um intervalo entre o  já não  e o  ainda não , onde os dias se consomem com intensidade e os sentimentos, tantas vezes contraditórios, transbordam do corpo  e da mente  em mutação  à procura de respostas. É uma fase de descobertas e dúvidas, de confrontos com o mundo e consigo próprio, onde,  "o principal desafio é alcançar uma identidade coerente"  — ainda que tudo pareça fluido, instável, como areia entre os dedos. Para muitos, é um tempo de saudade, guardado a sete chaves: os primeiros amores, ardentes e ingénuos; as amizades que pareciam eternas; os sonhos desmedidos que, naquele momento, não cabiam nos limites do possível. Há uma beleza nessa liberdade, mesmo quando cercada pelos muros da casa ou pelas regras da escola. Como dizia Zygmunt Bauman, na  modernidade líquida , a identidade é uma  "bricolage" , e o adolescente é o artesão que experimenta, desfaz, reconstrói — um pintor d...