A violência que não se vê, escondida num sorriso!
«spoiler alert» Estava a conduzir, meio parado no trânsito quando a minha rádio, “Rádio Nova Era”, lança um passatempo para ir ao cinema, ver uma das películas que passou pelo festival de Cannes, falo de “Querida Alice” ou no título original “Alice Draling” O filme é um soco, pontapé, apelidem como quiserem, ver retratada a violência doméstica de uma forma tão miserável, como o é toda violência gratuita, uma violência sem nodoas negras, sem sangue visível, já que o sangue está lá, acelerado nos ataques de ansiedade, de pânico, sem razão lógica para o comum dos mortais, apenas provocada pelo verbo de um crápula, subversivo, que com sorrisos, espalha o seu veneno, um veneno de ação lenta, mas absolutamente destrutivo. A violência doméstica é uma realidade com diferentes dimensões, perpetrada de diferentes formas, e que todos os anos ceifam vidas, mas que também enclausuram, amarram, vidas a uma ancora tão pesada que as vitimas acham não ser capazes ...